Dinheiro sobrando: devolução da Câmara para Prefeitura comprova que duodécimo é elevado
A Câmara de Ribas do Rio Pardo recebe muito dinheiro para ser mantida.
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Por Kleber Souza
Não é a primeira vez que os vereadores de Ribas do Rio Pardo, município localizado na região centro-leste de Mato Grosso do Sul, alardeiam para os “quatro cantos” a notícia da devolução de parto do duodécimo não utilizada nos gastos de manutenção e pagamento de pessoal.
Este ano, a devolução foi de R$ 1,6 milhão. O duodécimo (dinheiro legalmente repassado pela Prefeitura, já que a Câmara não é poder arrecadador), corresponde a 7% do total arrecadado pelo município.
Ao olhar para o pequeno prédio e analisar o fato dos vereadores se reunirem apenas uma vez por semana, a população chega, facilmente, a conclusão de que a Câmara recebe muito dinheiro para ser mantida.
Para se ter ideia, neste ano de 2018, o duodécimo em Ribas do Rio Pardo foi de quase R$ 7 milhões. A devolução de R$ 1,6 milhão, é a comprovação de que os vereadores não precisam de todo esse dinheiro, oriundo do suor do contribuinte riopardense. O ato se repete há décadas no município.
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Embora constitucional, o percentual é alto e precisa ser melhor gerido ou reduzido de alguma forma eficiente para que possa beneficiar a população. Entretanto, vereadores e o prefeito demonstram despreocupação e desinteresse em debater o caso, para tentar ‘fechar a torneira’ e acabar com sensação ‘nadando no dinheiro’, vivida pela Câmara de Ribas.
O prefeito Paulo Tucura (MDB), se quer fez questão de estar presente no ato midiático da devolução, em que duas folhas de cheques foram assinadas e fotografadas como se estivesse ocorrendo ali, mais uma grande ação governamental dos representantes do povo, o que não é verdade.
Fotos: Assessoria Câmara


