Empresas “enroladas” disputam pacote de licitações de R$ 1,9 bilhão da Agesul
Data de Publicação: 22 de junho de 2026 09:38:00
Orçado em R$ 1,9 bilhão, o pacote de obras da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) é cobiçado por empresas alvos de operação e denúncias de corrupção na Capital e no interior.
A empresa de André Patrola, a ALS, que está na disputa por todas as concorrências, foi alvo da Operação Cascalhos de Areia, em 2023, que investiga corrupção em contratos da Prefeitura de Campo Grande. No ano passado, denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) apontou prejuízo de R$ 7,3 milhões. Materialde referência geográfica
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Também em 2025, a juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande, condenou André Luiz dos Santos a cinco anos de reclusão por corrupção passiva.
A Construtora Rial, que está na disputa em dois lotes da licitação bilionária, foi alvo em 12 de maio da Operação Buraco Sem Fim. Conforme o MPE, a construtora comandava “consórcio criminoso voltado ao desvio de recursos públicos” em Campo Grande. Materialde referência geográfica
Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o Peteca, foi avo da Buraco Sem Sim. (Foto: Arquivo)
A operação prendeu sete pessoas, entre as quais o dono da empreiteira, Antônio Jacques Pedrosa Júnior; o pai Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, o Peteca; e Rudi Fiorese, que foi secretário de Obras na Capital e estava no comando da Agesul. Todos estão em liberdade.
A Navicon Construções Ltda participa da licitação de quatro lotes do pacote bilionário. A empresa trocou de nome, antes era Pactual Construções Ltda, e é administrada por Lilian Marcílio da Silva, irmã do presidente da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), Renato Marcílio da Silva.
Em 2017, a Pactual foi denunciada pelo MPE de Ponta Porã por direcionamento de procedimentos licitatórios na gestão de Hélio Peluffo Filho. A ação tinha valor de R$ 2,3 milhões.
Agesul lançou pacote de licitação para obras na malha rodoviária em MS. (Foto: Arquivo)
Lotes bilionário em MS
Dentro da licitação 062/2026, com valor global de R$ 687.504.055,76, a empresa André L dos Santos Ltda é uma das concorrentes no lote 16 (R$ 110.753.961,80) para execução dos serviços de manutenção e conservação da malha rodoviária pavimentada e não pavimentada (serviço de pista) na região Oeste de MS (Porto Murtinho).
Ela também está na disputa pelos lotes 17 (R$ 126.308.689,36) e 18 (R$ 142.937.075,68) para serviços na região do Pantanal (Miranda e Corumbá). Além do lote 5 (R$ 188.094.784,47) para obras na região Norte do Estado (Coxim).
Na concorrência 061/2026, com valor global R$ 323.404.560,45, a ALS e a Navicon estão na disputa do lote 11 (R$ 96.077.507,42) para execução de serviços na região Sudoeste (Caarapó). A empresa de Patrola também almeja o lote 12 (R$ 76.487.730,33), no Sudoeste (Ponta Porã); lote 13 (R$ 77.708.183,25), para obras em Dourados; e lote 14 (R$ 73.131.139,45), em Maracaju.
Na licitação 059/2026, que totaliza R$ 240.183.041,22, a ALS também participa dos lotes 9 (R$ 92.711.694,78) para obras na região Sul (Naviraí) e 10 (R$ 147.471.346,44), que prevê serviços em Amambai.
A concorrência 058/2026, com valor global de R$ 302.074.437,09, também tem a empresa de Patrola na disputa dos lotes 8 (R$ 100.066.322,59)/Paranaíba; 7 (R$ 104.486.353,81) para serviços em Costa Rica, e lote 6 (R$ 97.521.760,69)/Camapuã.
A Navicon também está no páreo pelo lote 7. A Rial Construtora é uma das concorrentes no lote 6 da concorrência 058/2026.
Na licitação 057/2026, que totaliza, R$ 446.760.107,43, a Navicon e a ALS estão na lista de concorrentes pelo lote 4 (R$ 181.257.149,53), em Três Lagoas.
A empresa de Patrola ainda disputa o lote 3 (R$ 83.378.212,93)/Bandeirantes. As três empresas estão na lista de interessadas no lote 2 (R$ 98.654.090,46) para obras em Ribas do Rio Pardo: ALS, Navicon e Rial.
A ALS também participa do lote 1 (R$ 83.470.654,51) para execução dos serviços em Campo Grande. Materialde referência geográfica.
As informações são do site O Jacaré/Edivaldo Bitencourt
