Placar do feminicídio volta ao zero em 2026, com desafio de reduzir tragédias
Data de Publicação: 2 de janeiro de 2026 00:25:00 Em 2025, a violência contra a mulher assustou pela crueldade e nenhuma campanha reverteu estatísticas
Por Silvia Frias | Campo Grande News
O “não” foi o estopim para que 39 mulheres fossem assassinadas em Mato Grosso do Sul em 2025, 3 por mês, ou média de uma a cada 10 dias. Como nem as piores tragédias mudaram as estatísticas, 2026 deve continuar como sentença de morte, só não se sabe quantas serão as vítimas e onde elas estão agora.
Em todos os casos do ano passado, os algozes eram ex-namorados ou ex-maridos, contrariados com o término da relação; filhos ou genros, em atrito com a vítima. Todos eram pessoas próximas, conviveram por anos com elas, mas isso não os impediu de atirar, esfaquear ou estrangular.
Desde 2015, o Estado contabiliza 352 feminicídios, sendo 81 somente em Campo Grande. O primeiro ano da série teve 17 mortes. O pior até agora foi 2022, com 44 vítimas, seguido de 2020, com 40 casos.
Abaixo, o Campo Grande News reuniu depoimentos e trechos de reportagens feitas ao longo do ano ou tomados especialmente para essa retrospectiva. Uma forma de lembrar que o feminicídio não começa no dia do crime, mas muito antes, no desrespeito cotidiano, nas ameaças ignoradas e nas denúncias que não geraram proteção. Reunir essas histórias não devolve vidas, mas tenta impedir o esquecimento, a injustiça e a perpetuação da cultura da violência contra mulher.
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