Acusado de matar homem por ciúmes em Brasilândia é preso escondido em fazenda de Ribas do Rio Pardo
Data de Publicação: 13 de dezembro de 2025 05:54:00 João Antônio, de 19 anos, mentiu à polícia inicialmente, mas acabou confessando que planejou a morte de José Onório com a ajuda de um comparsa
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (9) João Antônio Ferreira da Silva, de 19 anos, apontado como um dos autores do brutal assassinato de José Onório da Silva, de 45 anos. O crime, ocorrido em agosto de 2024 no Assentamento Mutum, em Brasilândia, foi motivado por ciúmes. O jovem foi localizado em uma fazenda no município de Ribas do Rio Pardo, onde estava trabalhando.
De acordo com as investigações lideradas pela Delegacia de Polícia Civil de Brasilândia, com apoio da Perícia e da Polícia Militar de Três Lagoas, João Antônio estava foragido e tinha um mandado de prisão em aberto.
O crime e a brutalidade
O homicídio ocorreu no dia 4 de agosto de 2024. Segundo o inquérito, José Onório foi emboscado e não teve chance de defesa. Ele foi atingido por golpes de faca desferidos por Laércio Francisco, de 55 anos — que já se encontra preso —, e finalizado com violentas pauladas na cabeça, desferidas por João Antônio. A agressão foi tão severa que causou o afundamento do crânio da vítima.
Reviravolta nas investigações
O caso teve desdobramentos complexos. Inicialmente, João Antônio foi ouvido apenas como testemunha. Na ocasião, ele mentiu às autoridades, atribuindo o crime a uma briga entre a vítima e Laércio, omitindo sua participação.
No entanto, após novas diligências e a prisão de Laércio, a versão caiu por terra. Laércio confessou as facadas, mas revelou que agiu para "defender" João Antônio e que o jovem foi o responsável pelos golpes de madeira. Confrontado em um novo depoimento, João acabou confessando a autoria e a motivação passional.
Motivação e indiciamento
Segundo o delegado Avelino Rafael Mantovani, o crime foi impulsionado por ciúmes. João Antônio mantinha um relacionamento amoroso com a ex-esposa de José Onório. A vítima, por sua vez, supostamente não aceitava o fim do casamento e teria feito ameaças ao autor.
Além de responder por homicídio qualificado — devido à impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel —, João Antônio também foi indiciado por denunciação caluniosa, por ter tentado enganar a polícia e incriminar terceiros injustamente em seu primeiro depoimento.
João Antônio permanece preso à disposição da Justiça.
As informações são do site Cenário MS***
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José Onório da Silva, de 45 anos, foi morto no dia 04 de agosto de 2024, a facadas e pauladas no assentamento Mutum |

