Festa nas escolas: cabelo maluco antecede Dia das Crianças e mostra criatividade de estudantes. Prefeito baixou decreto contra
Data de Publicação: 10 de outubro de 2025 03:37:00 Em Água Clara/MS, o dia foi de muita festa e criatividade nos penteados com os mais inusitados ornamentos
O Dia das Crianças é neste domingo, dia 12, mas, hoje, nesta sexta-feira (10), a alegria da criançada em muitas escolas foi o cabelo maluco. Em uma das escolas do município de Água Clara/MS, localizado na região leste de Mato Grosso do Sul, dentro da chamada Rota da Celulose, a criatividade grassou no ambiente escolar e tudo foi com muita alegria e diversão.
Estudantes, verdadeiramente, fizeram a cabeça e contagiaram professores que, também, aderiram a brincadeira. Não apenas penteados, como antigamente, que enfeitaram a cabeça das pessoas. Mas, verdadeiros ornamentos com materiais e peças inusitadas.
Imagine um bonequinha ou o artesanato de um galo na cabeça de alguém. Pois é, isto foi o mínimo que rolou pelas escolas brasileiras nesta sexta-feira. A novidade, como quase sempre, veio dos Estados Unidos.
A festa cabelo maluco tem origem no "Crazy Hair Day", tradição de escolas norte-americanas popularizada no Brasil pelas redes sociais. Inicialmente, o evento era uma forma de arrecadar fundos para instituições de caridade, mas hoje é visto principalmente como uma atividade para estimular a criatividade e a descontração entre crianças, professores e famílias.
O "Crazy Hair Day" começou como uma campanha beneficente onde os alunos doavam pequenas quantias para usarem penteados criativos. A brincadeira chegou ao Brasil e se popularizou, principalmente, por meio de vídeos virais no TikTok e outras redes sociais, especialmente durante a semana do Dia das Crianças.
Para justificar a adesão à iniciativa, os precursores defendem que a ideia é estimular a imaginação, a expressão pessoal e a autoestima das crianças, proporcionando um momento de diversão e integração familiar e escolar.
Prefeito vai contra e proíbe Cabelo Maluco nas Escolas
Se por um lado há quem apoie, do outro há quem discorde e, com poder da caneta na mão, até proíbe a diversão. É o caso do prefeito do município sul-mato-grossense de Antônio João, Agnaldo Marcelo da Silva, o Marcelo Pé.
O município está localizado na região sul de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai. Para justificar sua decisão, o prefeito disse, em entrevista ao site G1: "Tem tantas outras atividades infantis importantes para as crianças que nós podemos fazer ao invés do cabelo maluco, que acaba gerando uma disputa, uma concorrência, um gasto para muitas mães. E eu achei por bem cancelar a semana do cabelo maluco aqui em Antônio João. Aí depois tem semana da meia maluca, e tem um monte de coisa que, na minha opinião, não agrega em nada no bom desempenho de aprendizado das crianças do município", explicou Marcelo.
O Decreto Municipal tem número 479/2025 e, na sua justificativa, proíbe a “exposição da imagem dos alunos de modo depreciativo, jocoso ou discriminatório” e veda a “realização de atividades ou o uso de cabelos com cores, estilos ou acessórios extravagantes, que destoem da naturalidade e simplicidade adequadas ao ambiente escolar”.
Houve controvérsias, principalmente no tocante a interferência na liberdade dos professores em ministrar conhecimentos aos alunos, prerrogativa da profissão do magistério. Professores e professoras consideram a medida um precedente perigoso para de outras sobre a aplicação do conteúdo programático didático definido pela rede pública educacional.
