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Ribas do Rio Pardo se consolida como símbolo do “Vale da Celulose” em MS

Ribas do Rio Pardo se consolida como símbolo do “Vale da Celulose” em MS

Data de Publicação: 19 de agosto de 2025 09:18:00 Atualmente, a indústria de base florestal já responde por 10,7% do PIB sul-mato-grossense, gerando R$ 15,7 bilhões em 2024.

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Douglas Seibert Lazaretti, vice-presidente Florestal da Suzano na abertura do Show Florestal

 

O avanço do setor florestal em Mato Grosso do Sul ganhou novos contornos nos últimos anos, e Ribas do Rio Pardo ocupa papel de destaque nesse cenário. O município é um dos mais destacados na “Show Florestal” – feira nacional que começou nesta segunda-feira, 18, em Três Lagoas. Com a inauguração do Projeto Cerrado, da Suzano, maior fábrica de celulose de linha única do mundo, o município tornou-se um dos grandes símbolos do chamado Vale da Celulose, que transforma o Estado em referência mundial em produção e sustentabilidade.

Nos últimos dez anos, Mato Grosso do Sul ampliou em mais de 500% sua área de florestas plantadas, passando de 300 mil hectares para 1,75 milhão de hectares em 2025. Esse crescimento, fundamentado em políticas públicas, segurança jurídica e grandes investimentos privados, projeta a movimentação de mais de R$ 70 bilhões até 2028.

Ribas como protagonista

O investimento de R$ 22,2 bilhões da Suzano em Ribas do Rio Pardo não apenas mudou a economia local, mas também consolidou o município como polo estratégico da nova fronteira florestal brasileira. A unidade, inaugurada ano passado, tem capacidade para produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano e impulsiona a geração de empregos, renda e desenvolvimento em toda a região.

“Esse crescimento se deu em áreas já antropizadas, garantindo sustentabilidade”, destacou Rogério Thomitão Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, ao reforçar o papel do Estado em criar condições para atrair empreendimentos desse porte.

O setor que movimenta MS

Atualmente, a indústria de base florestal já responde por 10,7% do PIB sul-mato-grossense, gerando R$ 15,7 bilhões em 2024. Além da Suzano, projetos como o Sucuriú, da Arauco (Inocência), com investimento previsto de R$ 25 bilhões e operação a partir de 2027, a nova fábrica da Bracell em Bataguassu, e a ampliação da Eldorado em Três Lagoas, consolidam Mato Grosso do Sul como líder do setor no Brasil.

O tema foi amplamente debatido na abertura do 7º Congresso Florestal de Mato Grosso do Sul, realizado nesta segunda-feira (18), em Três Lagoas, dentro da programação da Show Florestal 2025. O painel “O Vale da Celulose no Brasil — status dos megaempreendimentos florestais” reuniu lideranças da Suzano, Eldorado, Arauco e Bracell, que abordaram avanços, oportunidades e desafios, como a escassez de mão de obra e a competitividade internacional.

 

Feira da inovação

A Show Florestal 2025 traz 163 expositores — 25% a mais que a edição anterior — e apresenta lançamentos tecnológicos que prometem reduzir custos de produção e aumentar a produtividade. Além da exposição estática, a feira oferece demonstrações dinâmicas de maquinários voltados ao processamento de biomassa, além de rodadas de negócios e visitas técnicas.

 

Novo ciclo de desenvolvimento

Com os investimentos já confirmados e a estrutura logística em expansão, Mato Grosso do Sul se firma como hub estratégico da indústria florestal na América do Sul. Nesse contexto, Ribas do Rio Pardo desponta como município que materializa o potencial transformador do setor, atraindo olhares nacionais e internacionais para o que já é considerado um dos maiores ciclos de desenvolvimento econômico da história do Estado.

 

As informações são do site Notícias do Cerrado***

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