Alvo do Gaeco em Ribas, vereador Anderson Arry nega ser aliado do prefeito
Data de Publicação: 17 de agosto de 2023 12:17:00 Arry é do PSDB
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| Vereador Anderson se disse tranquilo com a operação, pois sabe que é inocente (Foto: Henrique Kawaminami) |
O vereador Anderson Arry (PSDB) foi um dos alvos da Operação Tangentopoli, deflagrada pelo Gaeco/Ministério Público nesta quarta-feira, dia 16, em Ribas do Rio Pardo (MS).
Além da residência de Arry, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado realizou buscas e apreensões em outras três casas.
Em entrevista ao Campo Grande News, Arry afirmou estar tranquilo e ciente de que não está "devendo nada".
Segundo Anderson Arry Januário Guimarães (PSDB), ele não é e nunca foi aliado do prefeito João Alfredo e teve apenas o celular apreendido pelo Gaeco.
“A gente não tem nada. O problema é só a exposição da vida gente, mas é o ônus da posição. Eles não falaram nada, porém a gente tem uma noção do que seja. Aqui, levaram só meu celular. Olharam os computadores, mas não levaram nada. A gente é meio um vereador de oposição, ele fez uma denúncia contra a gente lá no começo do mandato”, disse o vereador.
Ele explicou que não sabe do que se trata a denúncia e que o celular entregue aos agentes não tem nem senha. Sobre a propina, ele afirma que nenhum dos que atuam tenha recebido algo. “Eu sou assistente social, atuo no Município há 16 anos, então temos altos e baixos. Não posso só votar contra, porque preciso ser coerente. Se for algo que beneficie a população eu voto a favor, mas nunca fui aliado dele”, disse o vereador.
Assim como o colega também alvo da operação Álvaro Andrade dos Santos, o "Nego da Borracharia" (PSDB), ele acredita que a ação seja resultado de uma denúncia do atual prefeito e que ele teria feito isso para assustá-los. “Ele é um dos melhores advogados que o município teve, mas acredito que a gente seja o início de algo muito maior, talvez. Mas eu não tenho muita coisa para falar. O Nego ele vai mais a fundo, pesquisa muito mais. Acredito que queiram acelerar algum processo”, afirmou Anderson.
Ao Campo Grande News, Anderson alegou ainda que não vai constituir advogado, já que é inocente. “Eu não tenho nem o que falar para feri-lo. Eu não vou gastar R$ 20, 30 mil com advogado se sou inocente. As alegações da nota são pesadas, a gente tem filho, mas estou tranquilo”, finalizou.
Mais cedo, o vereador Álvaro falou com a reportagem e afirmou estar tranquilo porque é inocente. Ele disse não saber do que se trata a operação e teve apenas o celular e o computador apreendidos. “Colaborei, passei a senha e disse que almeja há muito tempo a vinda deles aqui pois fiz várias denúncias contra ele. E curiosamente todos os investigados são a oposição do prefeito”, pontuou.
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| Álvaro Andrade, o Nego da Borracharia, afirmou ser oposição do atual prefeito (Foto: Henrique Kawaminami) |
O ex-diretor de Recursos Humanos da Câmara Municipal, também alvo da operação, relatou também estar tranquilo. “Só apreenderam meu celular, não sei o que se trata, apenas imagino. Esperar agora dia 23 para saber. Eu saí da Câmara há 1 ano e acabei sendo alvo porque isso aí foi denúncia no início do mandato”, disse Jefferson dos Santos Ataíde.
Já o terceiro vereador alvo do Gaeco, Tiago Gomes de Oliveira (PSDB) não quis falar com a imprensa. Na casa dele, foram apreendidos R$ 88 mil. O ex-prefeito José Domingues Ramos (PSDB), conhecido como Zé Cabelo, acabou sendo preso em flagrante com 32 munições em casa, mas acabou sendo liberado após pagar R$ 7,5 mil em fiança. Ele também não quis falar com a reportagem.
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| Ex-prefeito Zé Cabelo (de azul) deixando a delegacia ao lado do advogado (Foto: Henrique Kawaminami) |



