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Justiça condena bolsonarista de MS que bloqueou e ateou fogo em pneus em rodovia

Justiça condena bolsonarista de MS que bloqueou e ateou fogo em pneus em rodovia

Data de Publicação: 24 de março de 2023 16:25:00 Condenação ocorre quatro meses após o caso, que ocorreu na BR-163, em Dourados, por grupo que contestava resultado das eleições

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GLAUCEA VACCARI/CORREIO DO ESTADO

O juiz federal Fábio Fischer, da 1ª Vara Federal de Dourados, condenou André França da Silva a 4 anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto, por bloquear e causar incêndio na BR-163, em novembro do ano passado, por não concordar com o resultado das eleições, que elegeram o Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente do Brasil.

André é acusado, e confesso, de ter distribuído pneus, que foram colocados como forma de bloquear a rodovia, e ateado fogo, causando incêndio em um veículo que tentou passar pelo bloqueio.

De acordo com a denúncia, e conforme noticiado pelo Correio do Estado, no dia 18 de novembro de 2022, França, associado com outras pessoas não identificadas, bloqueou a BR-163 no Trevo do Bandeira, em Dourados, desobedecendo ordem judicial que considerou ilegal os bloqueios e determinou a desinterdição das vias, proibindo novos bloqueios.

Na data, o acusado utilizou um caminhão bitrem e transportou até o local dezenas de pneus, que foram distribuídos sobre a pista e incendiados. Ele fugiu do local em seguida e foi preso posteriormente em Itaum (SC).

As chamas atingiram um veículo Fiat Uno, quando o motorista tentou passar pelo local. O carro foi totalmente carbonizado. Motorista conseguiu sair e não sofreu ferimentos.

França foi acusado e condenado por atentado contra a segurança de outro meio de transporte, incêndio criminoso, associação criminosa e desobediência.

Em seu interrogatório, França afirmou que participava das manifestações em frente ao Batalhão do Exército em Dourados, onde era pleiteada a ação dos militares para barrar o resultado das urnas, impedindo que Lula viesse a tomar posse.

"Incitava-se novo golpe militar, na tentativa de subjugar a ação da maioria contra as regras estruturantes do Estado Democrático de Direito, e com o retorno do país aos anos sombrios que a Constituição de 1988 buscou superar", disse o magistrado na decisão.

Questionado sobre a motivação, França disse que o fez em razão de "tudo o que via e ouvia, para garantir um futuro melhor para seus filhos" e pela vontade de ver revertido o resultado do pleito.

 

Chamas atingiram um veículo Fiat Uno, quando o motorista tentou passar pelo local - Reprodução

 
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