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Taxado de incoerente, secretário do prefeito perde comando do PSOL em MS

Taxado de incoerente, secretário do prefeito perde comando do PSOL em MS

Data de Publicação: 16 de setembro de 2021 12:16:00 Em descrédito com opositores, Lucien Rezende deixou o comando da sigla

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LucienRezende em entrevista ao Rio Pardo News (Arquivo) 

 

DA REDAÇÃO

Taxado de incoerente pela maioria dos dirigentes correligionários do Partido Socialista e Liberdade em Mato Grosso do Sul (PSOL/MS), e também apontado de manter postura contrária às pautas e de impedir o avanço da sigla, o ex-presidente estadual do PSOL, Lucien Rezende, não só perdeu a presidência, como também foi rotulado de ‘traidor da causa’ por militantes mais fervorosos.

“Há muito tempo joga o jogo da direita. Já sentou na mesa dos poderosos e deixou de defender a classe trabalhadora”, criticou uma militante do partido, logo após divulgação do resultado.

Nesta segunda-feira, dia 13, o Rio Pardo News recebeu sugestão de pauta do grupo vitorioso, liderado pela nova presidente do PSOL/MS, Cris Duarte, eleita no domingo (12).

Os psolistas comemoram o fato de após 15 anos com a mesma liderança o partido resolveu mudar e oxigenar o poder. Cris é a primeira mulher a administrar uma sigla no Estado, e fez parte da chapa de oposição ao ex-presidente Lucien Rezende, que atualmente ocupa cargo de primeiro escalão na Gestão João Alfredo.

De acordo com os apoiadores de Cris Duarte, a escolha da primeira mulher para presidir o partido ao nível regional veio após meses de debates com lideranças e afiliados em Plenárias virtuais.

CHAPA DE OPOSIÇÃO

Uma coalizão das forças da oposição saiu vitoriosa para a eleição do Diretório Estadual e comanda o partido nos próximos dois anos. O grupo de Cris Duarte derrotou Lucien por 25 votos a 24, em votação apertada.

No Manifesto divulgado pelo grupo, a Chapa de oposição expressou a necessidade “de romper com a hegemonia da atual direção do PSOL MS que controlava o partido há mais de uma década, assim como de romper com as posturas autoritárias, contraditórias e contrárias às nossas pautas e lutas e que tem impedido o avanço do partido”.

O OUTRO LADO

Procurado pela reportagem, o ex-presidente do PSOL disse desconhecer as afirmações da oposição. “... estamos desde o início da construção do PSOL, a onde tem PSOL construído no estado teve a nossa participação, eu não conheço nenhum diretório construído no estado por essas forças. Além de fazer a luta diária sempre estivemos presente nos sindicatos e movimentos sociais em toda nossa militância. Na luta institucional sempre lançamos candidatos a governo desde a fundação do partido. Já elegemos vereadores e prefeito. A onde está que o partido não cresceu?”, pontou Lucien Rezende.

O ex-presidente entende que o grupo vitorioso tem laços com práticas preconceituosos e em partes, contesta a vitória de Cris Duarte. “Tem diretórios dirigido por essa oposição, como e o caso de Dourados, diga se de passagem que ganhamos no voto a disputa. Nesse diretório era praticado o preconceito a onde negros e índios não podia ser candidatos, isso sim e metida autoritária e preconceituosa, mais desejo boa sorte a essa nova direção, que viva o PSOL que viva o socialismo e fora Bolssonaro!!! (sic)”, desabafa.

Questionado sobre sua avaliação dos resultados, Lucien entende que se distanciou um pouco da militância e isso acabou pesando. “Acredito que são circunstancias, no meu caso, estou com responsabilidades dentro de um mandato do PSOL (Prefeitura de Ribas), me sobra só o fim de semana, tenho horário pra cumprir, antes tinha mais tempo livre, poderia estar viajando, quando fica distante as coisas acabam mudando. A disputa foi legal, democrática em certos aspectos leais. Ganhei na maioria dos municípios, construí um coletivo novo, uma força. Isso pesou, as vésperas da eleição pegaram um campo pavimentado. Caiu no colo de quem chegou, pegaram coisas construídas.

Por fim, Lucien que assumiu o partido em 2010, criticou a maneira com que as alianças aconteceram, disse que agora pretende ajudar o partido (PSOL), em Ribas do Rio Pardo e desejou boa sorte a Cris Duarte. “Na hora fazer aliança de forças, água e óleo se misturaram. Jogaram fora tudo que vinham construindo. Achava legítimo, agora abrir mão disso e se aliar com o que criticavam o tempo todo, isso sim é contraditório. Se aliaram e ganharam por um voto”.

A chapa vencedora (Divulgação) 
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