Raizão anuncia fim do grupo após 25 anos: 'chegou o momento de encerrar'
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O Grupo Raízes deixou de existir oficialmente nesta quinta-feira, dia 8 de julho de 2021. Os integrantes anunciaram em Nota Oficial conjunta que "chegou o momento de encerrar..."
Relembre parte da história do Raizão e entenda os motivos:
Nota Oficial
O Grupo Raízes, depois Raízes do MS, e por último Raízão, comunica aos seus colaboradores, amigos e admiradores, que chegou o momento de encerrar suas atividades.
Foram 25 anos em plena atividade, que se iniciaram oficialmente em 23 de junho de 1996 em uma véspera de São João numa festa na zona rural de Ribas do Rio Pardo.
Hoje podemos dizer que nosso sonho, junto com o Romildo que liderou esse projeto por muitos anos, foi realizado. Contabilizamos centenas de apresentações em Ribas, em várias cidades de Mato Grosso do Sul e de outros estados.
Ficará em nossas memórias cada sorriso, cada abraço, cada momento de alegria proporcionado a cada admirador baileiro. Divertimos juntos a cada amigo. Também ficarão as lições dos inúmeros perrengues da estrada, que foram lições que levaremos para a vida toda. Centenas de estórias ficarão, e quiçá, uma bela lembrança na história cultural de Ribas.
Foram três CDs gravados, “Sonhos Meus” (2001); “Se Joga” (2004) e “Balanço do Raizão” (2007). O quarto trabalho ficou inacabado em 2009 com a partida de Romildo.
O Raízão abriu seu palco e foi fundamental na revelação de vários artistas que hoje trilham sucesso na música, como Cláudio Salles (Sanfonaço), Charles de Paula (Charles e Mancini), Beto Gondim, Paulinho Morais, Izaias, Júnior Ramos e tantos outros que emprestaram seu talento em algum período desta profícua história.
Também alguns que infelizmente não estão mais entre nós, como o Cláudio Americano (Cabelo), acordeonista, que fez parte do segundo e terceiro disco e nos deixou em 2019; do Sulla, guitarrista e contrabaixista que teve algumas passagens e também nos deixou em 2019; Arnaldo Vogado, nosso Sam, que nos 25 anos foi o único baterista do grupo, com sua pegada marcante e com o balanço, que sem dúvida sempre foi o diferencial do grupo, e nos deixou no exato dia do aniversário de 25 anos do Grupo Raizão; e claro, o Romildo Cohene, nosso “Paraguaio”, que iniciou essa loucura toda e que nos deixou em 2009 fazendo o que mais gostava, cantado sobre um palco com salão cheio.
?A música sul-mato-grossense teve sua evolução natural durante esses anos que foram se passando. A época de ouro dos grandes bailes foi da segunda metade dos anos 90 até o fim da primeira década e 2000. Centenas de grupos surgiam, fizeram sucesso e infelizmente sucumbiram após essa fase de ouro. Outros sobrevivem bravamente e lutam até hoje.
?Vínhamos lutando para não parar, e eventualmente participando de festas do laço, aniversários, casamentos e outros eventos onde éramos chamados. A pandemia, que infelizmente vem ceifando vidas, fez tudo parar, e mesmo assim havia a expectativa de que isso fosse superado e, na medida do possível, voltar às apresentações. Com o falecimento do Arnaldo no exato dia em que completamos 25 anos, refletimos muito, e decidimos que é chegada a hora de encerrar este capítulo.
?GRATIDÃO. Este é o sentimento que temos neste momento de despedida. Que cada amigo, cada fã, cada incentivador, enfim, cada um que fez parte desta linda existência, possa levar consigo os momentos de alegria que vivemos juntos. Teremos vocês eternamente em nossos corações. Muito obrigado Ribas do Rio Pardo. (Por Gilvan, Natalino, Diego, Gustavo e Paulo Rogério)
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