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Ribas do Rio Pardo tem primeira suspeita de reinfecção por Covid-19

Ribas do Rio Pardo tem primeira suspeita de reinfecção por Covid-19

O material coletado foi encaminhado ao Laboratório Central da capital.

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Por Kleber Souza em 16 de Janeiro de 2021

A Secretaria de Saúde de Ribas do Rio Pardo (MS), investiga o primeiro caso suspeito de reinfecção pelo novo coronavírus. A notificação é do dia 14 de janeiro de 2021 e o resultado do exame deve ser divulgado neste domingo, dia 17.

O paciente em questão, testou positivo para a Covid-19 em setembro de 2020. O material coletado foi encaminhado ao Laboratório Central da capital. 

Procurado pela reportagem, o chefe do Departamento de Vigilância Sanitária, Matheus Bollis, confirmou a investigação de reinfecção no município. “Foi feito o exame e estamos aguardando o resultado”, pontuou.

ENTENDA O CASO

Em entrevista à CNN, o infectologista Fernando Bellissimo, coordenador dos estudos sobre reinfecção na Faculdade de Medicina da USP, disse que assim como as pessoas têm impressões digitais diferentes, vírus de uma mesma espécie têm pequenas variações de antígenos.

Bellissimo explica que os vírus, ao se multiplicarem, sofrem mutações e, por isso, estas linhagens diferentes aparecem. A taxa de mutação do novo coronavírus é menor que a da gripe (Influenza), mas ele não permanece o mesmo para sempre.

"O vírus que hoje está circulando na maior parte do mundo já difere um pouco daquele que foi isolado lá na China, em Wuhan, no final do ano passado [2019]".

Atualmente, há duas hipóteses para os casos de reinfecção pelo novo coronavírus.

"A hipótese mais plausível e que eu acredito que seja a mais provável, é a de que a imunidade induzida pela infecção não seja duradoura. Então, a gente já sabe que dois, três meses após a primeira infecção, a concentração de anticorpos cai muito no sangue". Dessa maneira, segundo o médico, o corpo já estaria suscetível para ser infectado novamente. 

Outro mecanismo possível é que "o vírus acumule tantas mutações que o façam não ser enxergados ou reconhecidos pelo organismo, já que ele teve a experiência anterior com um vírus muito diferente do segundo", comenta Fernando Bellissimo.

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