MS 43 anos: rio-pardense prosperou na terra que o acolheu
O servidor Luiz Roberto prosperou, contribuindo para o desenvolvimento da mesma.
![]() |
Campo Grande (MS) – Na última parada do MS 43 anos, você vai conhecer um pouco da história do município da região central do Estado, Ribas do Rio Pardo. Na localidade, o servidor Luiz Roberto dos Santos, coordenador municipal da Agraer, prosperou, contribuindo para o desenvolvimento da mesma. Acompanhe!
Dados e história do município
Com base nos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ribas do Rio Pardo fica tem população estimada de 25.000 mil habitantes. O bioma é o cerrado.
Segundo o site da prefeitura municipal do município, as terras que atualmente compreendem o município de Ribas do Rio Pardo, foram devassadas, nos meados do primeiro terço do século XVII, pelos bandeirantes paulistas, que, partindo de São Paulo, seguiam os Rios Tietê e Paraná, subiam o Rio Pardo, venciam o varadouro para Camapuã, daí partindo em busca das terras do Norte e das minas de Pascola Moreira e Sutil.
No período compreendido entre 1822 e 1840, com a abertura da estrada de Piquiri e consequente abandono da rota do Rio Pardo, os Garcias deram início ao povoamento de Santana de Paranaíba. Em sua esteira segue o mineiro Joaquim Francisco Lopes, sertanista audaz e irrequieto que inicialmente se instala, nas margens do Rio Paraná, com fazenda de criação de gado. Abandona a propriedade e dá largos a seu espírito de aventuras, percorrendo todo o extremo sul do Estado, inclusive parte do Paraná e São Paulo; para logo a seguir, se achar em Cuiabá, acertando com autoridades políticas a abertura da estrada de Piracicaba.
Em 1835, arranchado nas barrancas do Rio Paraná, encontra o cuiabano Eleutero Nunes que lhe relata a existência dos campos e aguadas do Rio Pardo, com excelentes perspectivas para a criação de bovinos. No ano seguinte, parte o sertanista em direção ao Rio Pardo, demarcando novas posses e distribuindo-as a companheiros seus vindos de Santana do Paranaíba; dando assim início à povoação da região de Ribas do Rio Pardo.
Ainda segundo o site, apesar do registro de vestígios das monções jesuíticas e da passagem ou mesmo curta permanência de expedições exploratórias, a formação do povoado se deu somente por volta do ano de 1900, quando se registrou concretamente a fixação dos primeiros moradores; os irmãos João e José dos Santos, mineiros de Uberaba que fixaram residência e comércio próximo à confluência dos Rios Bota e Pardo. Outros moradores para ali se deslocaram, oriundos de Santana do Paranaíba, em companhia do capitão Manoel Garcia Tosta.
Posteriormente, afluíram ao pequeno povoado os baianos Vitorino Pereira da Silva, Agrícola Sancho da Silva, Antônio Aparecido, José Alves, Francisco Alves de Araújo e Estevam Pereira de Almeida; o paulista Justino Rangel e o mineiro Modesto Luiz de oliveira, pioneiros que muito contribuíram para o seu desenvolvimento. Um dos fatores mais importantes para o progresso de nova povoação foi a chegada dos trilhos da atual Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e a inauguração da Estação local, no dia 23 de julho de 1914, ligando Ribas do Rio Pardo aos grandes centros urbanos.
Em 1915 foi criado o Distrito Policial, sendo nomeado seu primeiro sub-delegado Antônio Aparecido. Em 1918 é criado a primeira escola, tendo como professor José Coleto Garcia. Em 1919 foram instaladas a Coletoria Estadual, sendo nomeado Coletor Arnaldo de Oliveira Palma e a Agência do Correio, sendo titular D. Mercedes. Pela Resolução 856, de 7 de novembro de 1921, foi elevado à categoria de Distrito de Paz, com a denominação de Conceição do Rio Pardo, sendo nomeado Juiz de Paz titular Estêvão Pereira de Almeida.
Ribas do Rio Pardo: realização de morar aqui
Natural do estado de Minas Gerais, a vida profissional de Luiz Roberto dos Santos no município é bastante envolvida com o ambiente rural. Quando chegou na terra dos Irmãos Santos, logo se envolveu com o setor florestal de uma corporação brasileira. “Vim para Ribas do Rio Pardo, em 1982, onde arrumei emprego na Ramires Reflorestamentos. Trabalhei na empresa por dez anos, nesse período percorri o Brasil à trabalho”, diz ele.
Já no penúltimo ano da década de 90, Luiz Roberto prestou concurso público na antiga Empaer, atual Agraer, e foi classificado. São mais de 20 anos de serviços prestados só pela Agência, sendo um dos responsáveis pelo desenvolvimento agrário do lugar.
A coisa mais importante que aconteceu na vida do servidor durante esse tempo morando em solos sul-matogrossenses é a edificação de um lar, além de ser referência para os filhos. “Aqui encontrei minha esposa, me casei e constituímos família, dois filhos e uma filha. Hoje em dia, meus filhos já estão formados na área de tecnologia, os meninos moram em Campinas - SP e a menina mora em Campo Grande – MS. Já são independentes”, relata o pai, orgulhoso.
Luiz agradece o local pelo ótimo acolhimento, e como parte da sociedade rio-pardense, fica feliz em ver o crescimento da cidade. Estes três setores impulsionam o município: florestal, pecuário e agrário.
Por Davi Nunes Souza, Assessoria Governo MS

