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Motociclista pede sinalização após mortes de antas na BR-262 entre Ribas e Água Clara

Motociclista pede sinalização após mortes de antas na BR-262 entre Ribas e Água Clara

A reportagem encaminhou ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, e-mail com a reivindicação do leitor do Rio Pardo News.

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Por Kleber Souza em 4 de agosto de 2020

A imprudência e falta de sinalização orientando motoristas da possibilidade de animais na pista é, sem dúvida, o fator que mais contribui para a alta mortalidade de animais silvestres às margens das rodovias em todo o país.

Infelizmente, essa realidade, aqui na região de Ribas do Rio Pardo (MS), não é diferente. O rio-pardense Fábio Matoso, 38 anos, trabalha em Água Clara (MS) e viaja com frequência no trecho da BR-262 que liga as duas cidades.

O motociclista registrou a morte de pelo menos quatro antas adultas em menos de trinta dias. Possivelmente o número é muito maior, já que outras mortes devem ocorreram e não foram registradas.

O fato chamou a atenção do rio-pardense que pede placas de sinalização de “animais na pista” nos locais mais críticos. Nas ‘baixadas’ o mato alto às margens da rodovia também contribuem para acidentes e morte de diversos animais que atravessam a pista.

Na manhã desta terça-feira, dia 4, Fábio encontrou mais um animal morto e fez questão de registrar. “Esse é um macho. Deve pesar uns 150 kg. É muito grande, nunca tinha visto de anta desse tamanho não”, conta entristecido.

De acordo com Fábio Matoso, 38 anos, o animal havia sido atropelado por uma carreta há poucas horas. “BR-262, na curva pra frente um pouco da entrada do Assentamento Mutum. Eu acredito que uma carreta que ‘pegou’. Na quinzena passada que eu vim, tinha matado outra. Eu acho que era um casal que vivia na mata próxima ali”, detalhou.

Fábio Matoso alertou que ontem (3), quando viajava de Água Clara para Ribas do Rio Pardo encontrou outra anta atropelada e morta na altura do KM 215, na descida do retiro Canivete (Antiga Fazenda Invejada). Dias antes, Matoso ‘tocou’ uma anta que estava ‘meia boba’ na beira da estrada. Segundo ele, quando retornou encontrou o animal morto. “Tá matando muito. Dá até dó”.

Além da grande quantidade de animais mortos, Fábio Matoso mostra mais preocupação com a vida humana e com a integridade física de quem viaja pela região. "Uma hora pode ser um carro pequeno e alguém se machucar muito. É preciso placas de advertências para alertar os motoristas”.

A reportagem encaminhou ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, e-mail com a reivindicação do leitor do Rio Pardo News.

Fotos: Fábio Matoso

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