Vídeo: Por irregularidades, procedimentos são suspensos no Hospital de Ribas do Rio Pardo
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| Foto: Rio Pardo News |
DA REDAÇÃO/RIO PARDO NEWS
A principal área do Hospital Municipal de Ribas do Rio Pardo (MS), o Centro Cirúrgico, teve seus procedimentos suspensos na manhã desta quarta-feira, dia 29 de junho, por irregularidades documentais.
Procurado pela reportagem, o secretário municipal de Saúde, Marcos André Melo disse que não houve interdição e tratou o problema como sendo questão de “atos administrativos que precisavam da atuação da visa (Vigilância Sanitária) apenas.
O diretor da unidade de saúde, Cleiton Bueno, também atendeu prontamente a imprensa e deu detalhes do impasse. “Não há interdição. Tivemos um contratempo por termos internado um paciente Covid Positivo e um paciente também”, disse.
Segundo Bueno, nada de errado ocorreu no sentido de comprometer a saúde de profissionais nem de pacientes. “Pois devido a algumas orientações da Vigilância, optamos em aguardar a alta dos pacientes e realizar as cirurgias amanhã”.
“Em relação a nossa CCIH (Controle de Infeção Hospitalar), estamos com todos os protocolos em dia. Acredito que o maior problema hoje se trata de estrutura, digo pois devido o aumento de internações, temos mais o COVID que acaba sendo prioritário em relação a leito como temos somente um isolamento acaba nos limitando”, pontua Cleiton Bueno.
Por fim, o diretor do hospital fez questão de deixar claro que não houve autuação nem notificação. “A única cobrança foi que haja mais formalidade nos pedidos de cirurgias”.
O QUE DIZ A VIGILÂNCIA SANITÁRIA?
Em entrevista ao Rio Pardo News, a coordenadora do departamento de Vigilância em Saúde, Tais Claro, explicou se reuniu com os responsáveis da unidade de saúde e foi passada orientações. Segundo Tais, não se trata de um problema grave. “Foi por falta de um documento. Coisa interna. São só medidas que temos que tomar, somos um órgão fiscalizador”, disse.
Tais vem sendo elogiada constantemente por sua forma de atuar. Enérgica e imparcial, a chega da Vigilância diz que o órgão precisa cobrar a legalidade em qualquer setor, desde o barzinho do bairro mais afastado do centro, até mesmo no hospital municipal, como neste caso.
De acordo com a coordenadora, o impasse se deu pela falta de um profissional responsável pelo controle de infecção hospitalar (CCIH). “Foi cancelado por que a CCIH pediu pra sair ontem, sem ela, não tem cirurgia”, explica.
Tais finaliza explicando que a decisão de não realizar as cirurgias na data de hoje foi tomada pela própria direção do hospital. “A Vigilância só orientou”.
ASSISTA, NA ÍNTEGRA, O VÍDEO DE MAIS UMA DENÚNCIA DE DESCASO COM A SAÚDE PÚBLICA NA GESTÃO JOÃO ALFREDO:
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