Sem máscara, vereador passeia na praia após tentar fechar comércio em Ribas do Rio Pardo
Data de Publicação: 7 de julho de 2021 09:47:00
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Da redação
Sem apresentar dados técnicos, alternativas ou soluções, o vereador Paulo da Pax (DEM), tentou sem sucesso, articular apoio da Câmara para fechar as portas dos principais comércios que ‘ganham o pão’ durante a noite em Ribas do Rio Pardo.
O traiçoeiro lobby do vereador que também é comerciante, veio à tona no fim de junho, após mais um ‘grampo’ nos corredores frios do poder legislativo.
Se não bastasse o vasto histórico de denúncias e acusações de crimes e quebra de decoro, Paulo da Pax decidiu aprontar mais uma, depois de classificar os frequentadores do comércio noturno de ‘os cachaçada’.
Sem nenhum constrangimento e como se fosse imune ao vírus, viajou para o badalado litoral catarinense no ultimo dia 2 de julho e, depois de visitar o luxuoso parque temático Beto Carrero, desfilou sem máscara na praia. O vereador postou várias fotos no Facebook.
“No bar corremos risco de pegar sim, no mercado também, agora o vereador tá de sacanagem chamar a gente de ‘os cachaçada’ né?!. Lá na praia não pega. Ele ficou sem máscara lá. Quem garante que não vai trazer pra cá?”, comenta, em áudio, um eleitor.
Recentemente Paulo da Pax foi alvo de cassação por crime contra a administração pública (rachadinha), mas foi salvo pelos vereadores: Pastor Isac (PTB), Luiz do Sindicato (MDB), Cascãozinho (PSC), Rose Pereira (PSOL) e Ataíde Feliciano (PSC), que assinaram requerimento pedindo o fim das investigações.
COM BASE EM QUÊ PAULO?
Como se fosse um renomado pesquisador de alguma universidade americana, o vereador acusado de ‘rachadinha’ tentou convencer os pares blefando. “O problema é a noite cara, os cachaçada que tá dando de mais, Stop Beer, Bim, Bocha, lotado e todo mundo sem máscara”, diz Paulo da Pax em áudio que circulou em grupos de WhatsApp na cidade. CLIQUE AQUI E OUÇA!
É fato que, bares e conveniências não são os lugares mais seguros para quem quer se proteger do novo coronavírus. Entretanto, há lugares de maior risco que funcionam sem incomodar o nobre vereador Paulo da Pax. Por exemplo, restaurantes e academias são lugares com maior chance de transmissão. É o que aponta, recente estudo científico da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA).
Os bares aparecem em terceiro lugar e os centros religiosos, também liberados pelo Decreto, na sexta colocação.
A pesquisa criou um modelo baseado na movimentação de pessoas em 10 cidades dos EUA, utilizando dados dos celulares das pessoas, e foi feito em um momento onde havia menos uso da máscara. A revista científica Nature, divulgou os resultados em maio deste ano. CLIQUE AQUI E SAIBA MAIS.
Confira os dez lugares com maior risco de infecção, segundo a pesquisa:
- Restaurantes de “serviço completo” (onde as pessoas são servidas por alguém)
- Academias
- Cafés e bares
- Hotéis e motéis
- Restaurantes de “serviço limitado” (onde as podem levar a própria comida)
- Centros religiosos
- Consultórios médicos
- Mercados
- Lojas de mercadorias usadas
- Pet shops
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