Mato Grosso do Sul pode ter ‘apagão’ de madeira
Terras que poderiam ser ocupadas por eucaliptos para atender demandas de novas fábricas de celulose estão sendo também disputadas por produtores de milho, soja e pecuaristas
Novas fábricas de celulose na América do Sul geraram uma corrida por eucalipto em Mato Grosso do Sul, que se consolida como um dos principais polos do setor de base florestal no Brasil. As terras que poderiam ser ocupadas por eucaliptos para atender as necessidades dessas empresas estão sendo também disputadas por produtores de milho, soja e pecuaristas. Nesse cenário, já há previsões de risco de um “apagão” de madeira nos próximos anos.
Marcelo Schmid, engenheiro florestal e sócio do Grupo Index, diz que a demanda por madeira está em 18 milhões de toneladas por ano no Mato Grosso do Sul, das quais 17 milhões para a produção de celulose. Com a expansão já anunciada por empresas do setor na região, ele avalia que o consumo anual subirá para 35 milhões de toneladas. O secretário de Meio Ambiente do Estado, Jaime Verruck, diz que há dois anos havia sobra superior a 250 mil hectares de eucalipto.
