João Alfredo faz ‘bate e volta’ na capital e embolsa maior diária de todos os tempos
Data de Publicação: 1 de julho de 2021 12:10:00
Da redação
Bem ao estilo, faça o que falo, mas não faça o que faço, o prefeito de Ribas do Rio Pardo (MS), João Alfredo Danize (PSOL), mandou às favas o difícil momento frente à pandemia, rasgou sua 'cartilha moralista' e, na cara dura, embolsou às custas do contribuinte, diária de R$ 850,92.
De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura, o montante foi empenhado e pago no último dia 28. No dia seguinte o prefeito participou de reunião na sede da FIEMS, em Campo Grande (MS).
Nem mesmo Paulo Tucura, muitas vezes desmoralizado por João Alfredo teve tamanha petulância. Durante os quatro anos de mandato, Tucura nunca ‘queimou’ dinheiro público com diárias para ir ali na capital. Para se ter ideia, a última diária do ex-prefeito foi muito mais econômica que, consumiu R$ 820,96 para ir e voltar a Brasília-DF, em 2020.
E AGORA JOÃO?
Se não bastasse o estranho e reprovável comportamento incoerente em todos os setores de sua desastrosa administração, formada em sua maioria pelo que há de pior das gestões anteriores, João Alfredo faz exatamente o que ele sempre condenou: saca desnecessariamente, diárias dos cofres públicos.
Danieze surtava e tinha crises histéricas no Facebook quando via, no portal da transparência, empenho de diárias dos vereadores e também dos prefeitos. Agora prefeito, se comporta como os ex-prefeitos picaretas condenados na Justiça por desvios e má utilização de recursos públicos.
Nos registros históricos do município, esta é a diária mais cara já faturada por um prefeito, para ir ao município vizinho (Campo Grande – Trecho de 90 KM).
Antes, João Alfredo já havia batido outro recorde no consumo voraz do dinheiro do povo, ao embolsar em um único dia: R$ 1530,06 para viajar até Costa Rica (MS), cerca de 350 KM.
Como não lembrar da fatídica ‘farra das diárias’ de 2014?
DARIA CHILIQUE SE FOSSE OUTRO...
O mesmo prefeito que cortou benefícios dos profissionais da saúde em plena pandemia, teve a absurda coragem de consumir cerca de 80% de um salário mínimo, para ir ‘ali’ em Campo Grande nesta terça-feira, dia 29.
“Conhecendo o bem o João, ele é muito mimado. Se fosse algum servidor ou, algum funcionário do escritório dele, com certeza ele acharia o valor abusivo e daria chilique”, pontua Kleber Souza, coordenador de campanha de João Alfredo em 2018 e em 2020.
Essa não é a primeira vez que o prefeito do PSOL ‘morde a língua’ e faz exatamente tudo o que condenava como ilegal e imoral.
As incoerências mais emblemáticas são: a continuidade de contratos e aditivos com Viatur, Sol Brasil, nomeações intermináveis (toma-lá-dá-cá), tapa-buracos de qualidade duvidosa, assessorias desnecessárias, falta de medicamentos, entre outras mazelas que João Alfredo abominava, antes de sentar na cadeira do poder.
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