Funcionários denunciam falta de materiais e medicamentos no Hospital 19 de Março
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Por Kleber Souza em 19 de Fevereiro de 2021
Funcionários do baixo ao mais alto escalão do Hospital Municipal de Ribas do Rio Pardo denunciam que há mais de semanas, falta medicamentos simples e materiais básicos na principal unidade de saúde da cidade.
Os relatos apontam que não há se quer esparadrapos para segurar a agulha durante a aplicação dos medicamentos. Até mesmo o soro fisiológico que teria chegado esta semana, esteve em falta nos últimos dias. Esta semana, pacientes denunciaram a falta de Buscopan e Complexo B.
De acordo com um profissional de saúde que trabalha na linha de frente do combate à Covid-19, a falta de zelo pela saúde púbica, dificulta a atuação e compromete a qualidade do serviço público.
“Tudo cai nas nossas costas. Não dão condições mínimas e querem cobrar o que? Estamos há semanas sem esparadrapos para segurar a agulha do soro. Essa semana faltou Buscopan Composto e Complexo B. Falta soro, falta dipirona, falta até pilha para os termômetros, você acredita?”, desabafa.
O profissional preferiu não se identificar, pois teme sofrer represálias da Gestão João Alfredo. A categoria reclama que, em plena pandemia, seus salários tiveram redução de até 40% após perderem direito à insalubridade.
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No dia 11, possivelmente ironizando a falta de insumos, uma profissional postou: "Saudade de um ESPARADRAPO né minha filha!!!!".
Outra reclamação é a falta de critérios do prefeito que gratificou os trabalhadores da limpeza, deixando de fora os técnicos, enfermeiros e demais profissionais. “Assim como o pessoal da limpeza, nós também trabalhamos em condições insalubre. Eles têm contato com as fezes do paciente, nós também. Eles têm contato com o sangue do paciente, nós também”, pontua um Técnico em Enfermagem do Hospital.
Ao Rio Pardo News, o prefeito João Alfredo (PSOL) tentou justificar a ação isolada. “Uma coisa é limpeza hospitalar, outra coisa é limpeza de escola, outra coisa é a limpeza de repartição pública. A limpeza hospitalar é diferenciada, daí por que, o adicional (aos ASGs) ele é de 40%”, pontuou.
Desde o início da nova gestão municipal, já foi noticiado a falta de remédios na Farmácia Municipal e a falta de insumos no Laboratório Municipal para a realização de exames de urina e sangue.


