Em Ribas, distribuição de aulas feita ‘nas coxas’ fez professora do Município perder quase 10 mil
Data de Publicação: 16 de julho de 2021 14:09:00
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Da redação
Aline Esposório do Nascimento, professora efetiva da rede municipal de ensino desde 2015, alega que a combinação de erros da Secretaria de Educação de Ribas do Rio Pardo, lhe causou prejuízos financeiros de quase R$ 10 mil reais.
Segundo Aline, o absurdo desconhecimento das leis que regem a correta distribuição de aulas excedentes e o 'pouco caso' por parte dos profissionais da Secretaria de Educação que conduziram a atribuição no início ano, fizeram com que a professora pagasse pelo erro.
“O que mais me revolta é que eles sabem que erraram e poderiam ter consertado em tempo, mas não quiseram”, pontua Aline. Em fevereiro, a professora explica que escolheu as aulas excedentes de acordo com a planilha apresentada pela Secretaria de Educação.
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| A professora Aline Esposório com seus alunos. |
“No dia que levei minha documentação na escola, descobri que as aulas que me ofertaram e eu escolhi, não estavam disponíveis. Fui na Secretaria tentar resolver, aí começou a enrolação. Depois disso, saiu o Edital com o nome dos professores lotados com as aulas excedentes e o erro persistiu”, explica.
Em busca de sanar o grave erro que lhe causava prejuízos financeiros e profissionais, Aline diz que insistiu no diálogo, mas a resposta truculenta do secretário de Educação foi categórica em recomendar os meios judiciais para o problema.
Foi então que Aline procurou ajuda no Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação. Por meio de ofício, em 26 de fevereiro, a presidente do SIMTED, Terezinha de Jesus, requereu informações sobre o procedimento adotado quanto a lotação das aulas para o ano letivo.
Em 2 de março, o secretário de Educação, Nizael Flores, respondeu, também via ofício, que todas as lotações foram norteadas pela Lei Municipal 976/2011, de forma transparente e democrática.
Entretanto, a transparência alardeada pelo secretário da Gestão João Alfredo foi desmascarada em posterior requerimento assinado pela professora em 11 de março. “Requeri formalmente a ata do dia da lotação e não me deram. Nela é possível ver que eles erraram, mas não disponibilizaram até hoje”, conta.
Após não ter respostas plausíveis, via Sindicato, em fevereiro e via Requerimento no mês de março, a professora decidiu acionar a Justiça. Seu último recurso para tentar reparar os danos causados pelo desmazelo da Secretaria de Educação.“Somando baixo, meu prejuízo foi entre R$ 1.500,00 e R$ 1.600,00 por mês”, lamenta.
Concursada desde 2015, Aline Esposório relata nunca ter vivido situação parecida em Ribas do Rio Pardo. “Devido minha classificação no concurso, ter essas aulas é meu direito. Achei injusto, outros profissionais atrás na classificação ficaram com carga completa ou superior”, conta a professora com exclusividade ao Rio Pardo News.
Procurado pela reportagem, o secretário de Educação da Gestão João Alfredo visualizou as mensagens, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.
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| Nizael Flores |
NIZAEL - O SECRETÁRIO QUE ‘METE O LOUCO’!
O professor de carreira do Município, Kleber Souza, vê esse problema na distribuição de aulas excedentes como reflexo do despreparo e da maneira autoritária e truculenta com que o inexperiente secretário de Educação conduz a pasta desde janeiro. Pessoas do seu entorno presenciam com frequência o uso de termos impróprios e chulos, um dos preferidos é 'Mete o Louco'.
“Conheci o Nizael em 2018, ele tem experiência na sala de aula, mas como gestor é totalmente despreparado. É introvertido, não faz questão de dialogar, e isso o leva a cometer erros absurdos e primários, como esse com a professora Aline e, entre outros que ocorreram e continuam ocorrendo. O cargo exige liderança participativa e fineza no trato com o público. Tudo pra ele é ‘mete o louco’, insiste em resolver tudo assim. É difícil acreditar que ainda ocupa um dos cargos mais importantes da Administração”, comenta o professor Kleber Souza.
“A incapacidade gerencial do secretário de Educação virá à tona e será exposta com o retorno das aulas presenciais. Infelizmente, os estudantes e o futuro da nossa Educação pagarão o pato”, lamenta Kleber.
VEJA A DOCUMENTAÇÃO APRESENTADA PELA PROFESSORA:
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