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Em luto e em luta, SIMTED de Ribas vai à rua e pede suspensão de atividades presenciais nas escolas

Em luto e em luta, SIMTED de Ribas vai à rua e pede suspensão de atividades presenciais nas escolas

“Se não parar, vamos entrar com uma ação..."

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O Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Ribas do Rio Pardo (MS), realizou neste sábado, dia 3, protesto contra a continuidade das atividades presenciais na rede municipal de ensino.

A manifestação pacífica na avenida central da cidade, acontece dois dias após o falecimento da professora Catia Suzuki. Ela faleceu em decorrência da Covid-19 e teve os primeiros sintomas na semana passada, na Escola São Sebastião, quando cumpria atividade presencial exigida pela Secretaria Municipal de Educação.

Em entrevista ao Repórter Ribas, a presidente do Sindicato, Terezinha de Jesus disse que o pedido é para todos os servidores que cumprem horário nas escolas. “Não quero só falar professores. São todos que eu estou pedindo. Desde a merendeira, a faxineira, todos. Estou pedindo aqui para o secretário, nós conversamos já, eu quero amigavelmente conversar e pedir, por favor senhor secretário, vamos parar essas atividades, essas aglomerações que está tendo nas escolas, por favor, é isso que eu peço”.

Terezinha contou que desde o início de março, a entidade pede a suspensão das atividades e vacina para todos, mas se quer, tiveram respostas do prefeito e do secretário. “Nós queremos a paralização das atividades presenciais com os professores e vacina já. Nós enviamos ofício ao Secretário de Educação pedindo para que parassem. Até agora nós não tivemos a resposta”.

PRECISOU MORRER ALGUÉM...

A presidente mostrou preocupação com o momento vivido. “Agora, depois da morte da professora Cátia. Não tem mais o que a gente falar. Nada mais. Outros dois professores que tiveram contato com a professora, testaram positivo para a covid e estão em tratamento”, pontou.

E SE NÃO PARAR?

Questionada sobre uma possível recusa do prefeito e do secretário, no pedido de suspensão das atividades presenciais, Terezinha disse que apelará à Justiça. “Se não parar, vamos entrar com uma ação, mas primeiro nós estamos conversando, estamos pedindo, vamos ver qual vai ser a posição dele, diante dessa morte dessa professora, por que até agora não tivemos resposta nenhuma”.  

COMO FOI EM 2020?

A presidente do SIMTED, Terezinha de Jesus, disse que em 2020, durante toda a pandemia, os trabalhos aconteceram de forma remota, tanto para os professores, quanto para os alunos, e o resultado, dentro das limitações, acabou sendo satisfatório.

“Foi muito bom. Teve rendimento. Então, por que não continuar?”.

Por Kleber Souza em 3 de abril de 2021 - Fotos Steffano Thiago

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