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Ciúme motivou feminicídio em Ribas do Rio Pardo, diz polícia

Ciúme motivou feminicídio em Ribas do Rio Pardo, diz polícia

Data de Publicação: 16 de dezembro de 2025 23:20:00 Vítima havia pedido medida protetiva após relação marcada por brigas e idas e vinda

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Crime é o 39º registrado em MS no ano (Foto: Reprodução/ Rede Social)

A Polícia Civil apontou que o 39º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025 teve como principal motivação o ciúme, associado a um histórico de relacionamento conturbado entre a vítima e o autor do crime. O caso ocorreu na madrugada deste domingo (14), em Ribas do Rio Pardo, e é investigado no contexto de violência doméstica e familiar.

A vítima, Aline Barreto da Silva, de 33 anos, foi atacada a golpes de faca pelo ex-marido, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no hospital.

Segundo o delegado Felipe Braga de Ribas, responsável pela investigação, o motivo do crime ficou claro ao longo das apurações. “Durante as investigações, a gente denotou que o motivo seriam ciúmes”, afirmou.

De acordo com a polícia, o casal manteve um relacionamento por cerca de 12 anos e estava separado havia quatro. “Eles ficaram juntos durante 12 anos e, há quatro anos, tinham se separado. Nessas vindas e vindas, no mês de abril, a vítima pediu uma medida protetiva”, explicou o delegado.

Ainda conforme a investigação, apesar da medida judicial, os dois voltaram a se aproximar meses depois. “Cerca de dois meses depois, eles começaram a retomar contato, a conversarem mais precisamente, e ficaram cerca de um mês com o relacionamento reatado”, disse o delegado.

Nesse período, segundo a polícia, as brigas eram recorrentes. “A gente teve a notícia de que existiam muitas brigas, era um relacionamento em que havia conflitos constantes”, relatou o delegado.

O autor do crime foi localizado pela Polícia Militar e preso em flagrante. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo, onde permanece à disposição da Justiça.

Por RCN67*

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