Após negligenciar Leishmaniose e atentar contra saúde, Vigilância retoma eutanásia hoje
Data de Publicação: 29 de setembro de 2021 07:43:00 A Vigilância confirma pelo menos um caso em humanos no município
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DA REDAÇÃO
Em Ribas do Rio Pardo, dezenas de cães que passaram por exames e testaram positivo para Leishmaniose aguardam há quase um mês pelo sacrifício via eutanásia. A medida evita a proliferação da doença entre animais e humanos.
O atentado contra a saúde pública dos moradores se dá pela falta do anestésico especifico utilizado para ‘eutanasiar’ animais contaminados. Sacrificar animais doentes sem este medicamento se torna maus-tratos.
Ao serem mantidos nas residências, os animais sororreagentes colocam em risco o bem-estar pessoal e o da coletividade. Agindo assim, a Vigilância Sanitária contraria a própria legislação sanitária vigente ao negligenciar as providências legais diante do problema.
Em uma clínica particular, o custo para sacrificar um animal de pequeno porte custa em torno de R$ 200,00. O alto custo dificulta que famílias de baixa renda optem pela eutanásia.
A grave doença que mata milhares de brasileiros todos os anos e a Vigilância Sanitária de Ribas confirma pelo menos um caso ativo no município.
A VIGILÂNCIA
Procurado pela reportagem na semana passada, o coordenador de Vigilância em Saúde, Aldecir Dutra, reconheceu a falta do produto e ficou de informar a data da chegada do medicamento, mas não cumpriu a palavra.
Nesta segunda-feira, dia 27 de setembro, voltamos a cobrar esclarecimentos sobre o problema. Em um primeiro momento, Dutra informou que o anestésico chegou no sábado (25), entretanto o procedimento voltará a ser realizado somente na quarta-feira, dia 29, por conta da troca do tipo do anestésico.
“Quarta-feira começa”, pontuou o coordenador da Vigilância, alegando que a veterinária responsável requereu uma análise prévia do novo produto.
Questionado sobre possível surto de Leishmaniose Canina em Ribas do Rio Pardo, Dutra negou. “Teve um caso humano agora na fazenda, está sendo investigado e aí fizemos um rastreamento de todos humanos e mais os cães, tá tranquilo. Agora aqui tem demanda espontânea que as pessoas estão tratando alguns cães, sintomáticos, aí quando vê que não resolve, traz aqui”, disse.
Dutra ressaltou que o Ministério da Saúde não orienta o tratamento da Leishmaniose.
Nesta terça-feira, dia 28, o coordenador voltou a falar com a reportagem. “Iniciamos na data de hoje (28/09) as coletas de sangue de animais em que os proprietários procuram a Vigilância em Saúde pessoalmente ou via telefone. Que posterior resultado será realizado os demais serviços”, pontuou.
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FORASTEIRO ‘NÃO ASSUMIDO’!
Durante toda a conversa, o coordenador da Vigilância se mostrou incomodado com os questionamentos e fez um pedido: “Eu gostaria que você não mudasse as minhas palavras”, pontou.
Perguntado se alguma vez a reportagem mudou suas palavras, Dutra não soube responder, porém confessou não ter gostado do adjetivo substantivo masculino ‘forasteiro’, utilizado em maio, quando foi nomeado por João Alfredo para o cargo de confiança.
Foi explicado então, ao forasteiro Dutra, que ele é sim forasteiro, como muitos outros que vivem em Ribas. O que para ele é pejorativo, o dicionário define como “..o que é estranho à terra onde se encontra; que ou o que é de fora”.
O termo sempre foi muito utilizado pelo seu chefe João Alfredo, antes de se tornar prefeito, que apelidava os servidores que ‘vinham de fora’ e criticava duramente as nomeações na Gestão Tucura.
“O cara é forasteiro e não assume. Pelo jeito precisa se informar melhor e entender a incoerência absurda do seu chefe João Alfredo que agora tropeça no discurso eleitoreiro, desvalorizando os servidores públicos de carreiras. O pior é que Dutra não mostrou ‘pra que veio’, é um péssimo servidor, quase não o encontra na Vigilância. Você liga lá e ele nunca está. Graves denúncias apontam atuação criminosa do chefe da Vigilância contra alguns comerciantes. Estamos apurando e vamos noticiar”, pontua Kleber Souza, editor-chefe do Rio Pardo News.






