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Para desviar tem de invadir a outra pista", diz motorista revoltado com buracos

Para desviar tem de invadir a outra pista", diz motorista revoltado com buracos

Data de Publicação: 21 de junho de 2022 18:20:00
"Reclamações dos condutores são dos trechos que integram a saída de São Paulo, Sidrolândia e Indubrasil

 


Carro do engenheiro Jean Yamamoto com os dois pneus furados à beira da estrada (Foto: Kísie Ainoã)

Por Karine Alencar - DO CAMPO GRANDE NEWS

"Para desviar dos buracos aqui, tem que  invadir a pista contrária, é o maior perigo porque em uma dessas a gente pode acabar causando um acidente". O desabafo do caminhoneiro Antônio da Silva, de 46 anos, representa centenas de trabalhadores e moradores de Campo Grande, que passam pelos trechos que integram a saída de São Paulo, Sidrolandia e Indubrasil, na BR-262.

Assim como o motorista, o eletricista Edilson dos Santos de 51 anos, que trabalha em uma oficina na beira da rodovia, conta que além dos prejuízos com remendos de pneus, consertos de para-choques e amortecedores, a situação calamitosa ainda coloca em risco a vida de quem precisa passar pelo local diariamente.

"A pista é horrível, tem um buraco ali que já me deu dois prejuízos. Um dia eu estava atrás do caminhão e desviei um pouquinho o olhar, quando fui ver eu já tava no buraco, estragou minha roda e meu pneu, que eram novos. Eu tive que comprar outros, custou aí, uns R$ 500 'conto'. O carro quando bate estoura na hora, agora, o perigo é um motociclista bater nesses buracos e voar, acontecer um acidente grave né", pontuou Edilson.

Episódios de condutores com pneus estourados aguardando por socorro na BR-262 têm sido registrados com frequência. Para se ter uma ideia, ao passar pelo local o Campo Grande News encontrou o engenheiro civil Jean Yamamoto, de 29 anos, parado à espera de guincho, após arrebentar os dois pneus do carro que conduzia, um Audi 3.

Ele conta que seguia atrás do caminhão para uma fazenda onde presta serviço, e viu quando de repente, o veículo foi para o meio da pista e ele não conseguiu frear, passando em cima das crateras. "Na hora pensei que não tivesse acontecido nada, mas quando encostei o carro aqui, vi a situação", lamenta.

A frentista Juliana Aparecida de 41 anos, revela que já chegou a ver inúmeros acidentes leves no percurso que segue nas idas e vindas do trabalho do marido. Nas imagens é possível ver a dimensão dos estragos no asfalto da BR.

 "Levo e busco ele diariamente e hora ou outra vejo os motoristas parados porque o carro estragou, e o pior de tudo é que as vezes precisamos passar no acostamento. Quando você vê o buraco as vezes não têm como desviar e nem parar o carro, ta preocupante, são buracos imensos e fundos", enfatiza.

BR-262 - A pista é administrada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), e é uma das principais ligações do Estado ao Sudeste do País. O trecho é considerado um importante corredor de escoamento de safra e logística de transporte das empresas de papel e celulose.

A rodovia também garante a ligação ao coração do Pantanal sul-mato-grossense, passando pelas cidades de Anastácio e Miranda, até Corumbá. A reportagem tentou contato com o Departamento responsável sobre a situação em que o local se encontra, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

Cratera no meio da rodovia é perigo até para caminhões durante passagem pela BR-262. (Foto: Kisie Ainoã)
 
 
 

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