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98 anos: história de vida de Magnólia Fogaça foi destaque na imprensa estadual

98 anos: história de vida de Magnólia Fogaça foi destaque na imprensa estadual

Em Ribas, a senhorinha ainda vive no mesmo lugar de trabalho, mas confessa já estar “cansada” – de morar lá, não do calorão

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Em reportagem especial, o site Campo Grande News destacou no último dia 9, a história de vida de 98 anos de Magnólia Fogaça Marques. Leia:  

Beirando os 100, "vó Magóia" ainda vive na fábrica que um dia trabalhou

“Quem aqui que é a cara da cidade?”, foi a pergunta que fiz às pessoas nas ruas quando cheguei ao município de Ribas do Rio Pardo, distante 100 km da Capital. A resposta foi unânime. “Procure pela Dona Magnólia Fogaça da fábrica de cerâmicas”. Buscando por tradição, o Lado B encontrou muito mais, uma história que beira centenário vivido por uma velhinha pra lá de espirituosa.

Não é porque Ribas é pequena, mas foi bem fácil encontrar a chácara onde "vó Magóia" – como é bem conhecida na cidade – ainda reside. Todo mundo sabia o trajeto. “Só atravessar a antiga estação de trem. Avistando as chaminés, siga até elas”, indicaram a nossa equipe.

Mesmo sem avisar, Dona Magnólia fez questão de levantar da poltrona mastigada pelo tempo onde assistia televisão. A senhorinha recebeu os jornalistas curiosos com um sorriso nos olhos por trás da máscara.

Aos 98 anos, já passou por muita coisa nessa vida. Perdeu marido e dois filhos, mas foi junto à eles que participou na gestão da fábrica de tijolos Cerâmicas Rio Pardo – que teve as atividades cessadas em 2001. O que sobrou? Memórias, três chaminés abandonadas, o terreno amplo e a casa humilde construída. E lá é onde ainda reside com a filha Maria José.

“Tínhamos 30 funcionários, todos bem jovens, que trabalhavam e também estudavam na cidade. Os nossos tijolos foram de trem para praticamente formar a Campo Grande do início do século passado”, relembra Dona Magnólia.

Segundo ela conta, sua missão sempre foi “tirar leite de pedra”. Assim como a parreira que cultiva na propriedade, Dona Magnólia ficou plantada nas terrras rio-pardenses.

“Minha vida é boa sim, claro que poderia ter sido melhor, com menos dor. Mas tive muito amor e festança. Inclusive, sempre fui muito boa na dança da catira, sabia?”, afirmou ao mesmo tempo que apontava para o quadro de fotos preso à parede na entrada da casa.

Os vizinhos por ali são quase todos parentes. A família hoje reúne mais de 50 pessoas, que ainda moram e fazem história em Ribas. Conforme Dona Magnólia promete, ainda vai ter festão:

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Por Raul Delvizio do Campo Grande News

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