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Profissionais do Normal Médio em Ribas exigem respeito e querem aprovação de Lei na Câmara

Profissionais do Normal Médio em Ribas exigem respeito e querem aprovação de Lei na Câmara

A Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, discute e realiza a votação do Projeto de Lei, em sessão extraordinária nesta terça-feira, dia 3 de julho.

Kleber Souza/Rio Pardo News

Profissionais e estudantes do curso Normal Médio em Ribas do Rio Pardo-MS se dizem indignados com a falta de respeito, de uma parcela da população, que recentemente teceram críticas à categoria e contestaram a capacidade dos mesmos. "Somos profissionais capacitados, tanto quanto qualquer um", desabafa Kelly Jaqueline Ferreira de 30 anos. Para ela o curso que substitui o antigo Magistério, tem seu devido valor. "Fico triste de ser chamada de ignorante. Algumas pessoas dizem que o curso não vale nada, mas estão mal informados. Vale sim, e muito", conta.

Na noite desta quarta-feira, dia 28, a reportagem do Rio Pardo News esteve na Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda para tentar entender melhor a polêmica que envolve a criação de 30 cargos de Assistente Educacional Infantil, e vai exigir a qualificação Normal Médio/Magistério. A escola mais antiga do município, através da Secretaria de Educação do Estado - SED, formou a primeira turma em 2017 e no próximo mês formará a segunda turma.

A Diretora Almira da Matta explica que o curso é novo e está em ascensão. "Para 2019, já trabalhamos com a possibilidade de abrir o curso em duas modalidades: integrado e sub-sequente. A Secretaria de Educação do Estado entende que em Ribas a demanda é grande e está nos creditando pelo bom trabalho junto a esses alunos. Outro fator que contribui para o fortalecimento do curso na cidade, foi o convênio com a Prefeitura, que em 2017 ofereceu estágio remunerado aos cursistas", explica Almira.

Recentemente uma polêmica envolvendo os profissionais do Normal Médio, veio à tona na cidade. Quando o prefeito Paulo Tucura (MDB), encaminhou para a Câmara Municipal, e entre as atribuições está a criação do cargo que contempla os qualificados no referido curso, que é uma espécie de habilitação técnica. A prorrogação da votação e aprovação do Projeto de Lei, preocupou o grupo de profissionais e estudantes do Normal Médio, que querem a lei aprovada e o cargo de Assistente Educacional Infantil no quadro de funcionários da Prefeitura de Ribas, assim como já acontece em outros municípios de todo o Brasil.  

Maria Ramos, coordenadora do curso na Escola João Ponce, relata que o curso é autorizado pelo Ministério da Educação e regularizado pelo CEE - Conselho Estadual de Educação. "O professor formado em nível médio na qualidade de Normal Médio, é professor habilitado para trabalhar e exercer a docência na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Não tem como sair fora disso. O Estatuto do Magistério Municipal prevê esse cargo. Na lei 976/2011, diz que professor nível I, a habilitação é em nível médio, curso Normal ou Magistério. Ninguém está aqui brincando, ninguém está aqui pra fazer curso de 'faz de conta' e ninguém está aqui para formar ignorantes ou perder tempo", declara Ramos.


Luciana Bruschi, formada em Normal Médio em 2017, destaca que o curso é ministrado por professores gabaritados

Para ela, esses profissionais merecem respeito. "Falar que o Normal Médio não é capacitado para exercer a função de professor da Educação Infantil, é desmerecer o curso, os professores, a Escola Jopa, é desrespeitar tudo isso", pontua a coordenadora. Para os profissionais e estudantes, o curso Normal Médio tem qualidade incontestável. Luciana Bruschi, formada em Normal Médio em 2017, destaca que o curso é ministrado por professores gabaritados, com suporte de toda tradição da escola Jopa, além de ser com aulas 100% presenciais. O estágio total é de 300 horas. "Somos super exigidos, as oficinas e palestras são de altíssima qualidade", conta.

Outra polêmica que envolve o curso é o tempo de formação. Maria Ramos destaca que o Normal Médio Sub-sequente não é só um ano de estudos. Ela explica que para concluir o curso, exige-se quatro anos de estudo, que é o Ensino Médio ( 3 anos) e aí é feita a complementação com as matérias pedagógicas (mais 1 ano). "Se for somada a carga horária do Magistério Antigo, vai bater", destaca Maria Ramos.

Certo de que estão amparados por leis federais, estaduais e municipais. O grupo do Normal Médio declara que não pretendem tirar a vaga de nenhum profissional da Educação, mas sim, lutar pelos seus direitos, fazer cumprir a lei e ocuparem o espaço destinado, única e exclusivamente, para os qualificados em Normal Médio e Magistério. A cursista, Délia Amarilha, conta que tanto os professores do curso, quanto os professores do estágio, elogiam a atuação dos profissionais do Normal Médio. "Até as crianças aprovam nosso trabalho. Quando nos encontram, perguntam se vamos voltar", revela.

A Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, discute e realiza a votação do Projeto de Lei, em sessão extraordinária nesta terça-feira, dia 3 de julho. 

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