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Polícia prende GCM por porte ilegal e crime ambiental em Ribas do Rio Pardo

Polícia prende GCM por porte ilegal e crime ambiental em Ribas do Rio Pardo


O homem de 42 assumiu que estava caçando.

Na tarde desta quarta-feira (02), o S.I.G. (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo prendeu em flagrante um homem de 42 anos, suspeito de praticar os crimes de porte ilegal de arma de fogo e caça ilegal de animais silvestres.

Segundo apurado, na presente data, o S.I.G. de Ribas recebeu denúncia anônima no sentido de que um indivíduo de 56 anos, residente no Bairro São Sebastião, teria caçado uma anta e estaria carneando o animal em sua residência. Além disso, conforme a denúncia anônima, essa pessoa teria usado espingardas para a realização da caça. 

De posse dessas informações, Investigadores do S.I.G., acompanhados da Autoridade Policial, deslocaram-se imediatamente a uma residência no Bairro São Sebastião, indagando-lhe esse homem a respeito das denúncias anteriormente recebidas. 

O senhor de 56 anos admitiu a caça ilegal, dizendo que teria sido feita no dia anterior, mas negou ser proprietário de quaisquer armas de fogo. 

Na realidade, o homem relatou aos policiais civis que caçou uma anta juntamente com um comparsa de 42 anos, que exerce a função de guarda civil metropolitano (GCM) em Campo Grande, e que a espingarda utilizada na caça seria de propriedade do guarda municipal.

Indagado onde o GCM poderia ser encontrado, esse senhor indicou à equipe policial uma chácara situada a aproximadamente 4 ou 5 km da zona urbana.

Ato contínuo, a equipe do S.I.G. (Setor de Investigações Gerais) deslocou-se até essa chácara, logrando êxito em localizar o guarda civil. 

Em breve entrevista, o homem de 42 anos admitiu que estava caçando juntamente com seu amigo de 56 anos no dia anterior. O guarda civil entregou à Polícia a arma utilizada na caça, que era uma espingarda de calibre .28, bem como o animal carneado. O suspeito não possuía qualquer registro da espingarda.

Apesar de a espingarda usada na caça ser ilegal, o guarda municipal portava, ainda, um revólver de calibre .38, pertencente à sua corporação (GCM), além de munições desse mesmo calibre, tendo o porte dessa arma em específico. Mas o revólver também foi apreendido para entrega ao superior hierárquico do suspeito.

Diante dos fatos, especialmente por a equipe do S.I.G. surpreender o guarda civil metropolitano portando ilegalmente uma espingarda, sem qualquer registro, fora de sua residência ou de seu local de trabalho, além de estar guardando ou mantendo em depósito uma anta carneada, oriunda da caça ilegal – animal ameaçado de extinção conforme Portaria nº 444/2014 do Ministério do Meio Ambiente –, ele recebeu voz de prisão por porte ilegal de arma de fogo e caça ilegal de animais silvestres, sendo conduzido à Delegacia para as providências cabíveis.

Não foi arbitrada fiança ao guarda civil, sendo que ele deverá ser transferido à carceragem da Terceira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, local em que permanecerá à disposição da Justiça.

Por fim, o homem de 56 anos, que era comparsa do guarda municipal, por não se encontrar em situação de flagrante delito, já que portou ilegalmente arma de fogo apenas no dia anterior e não foi surpreendido com armamento algum nem guardando os animais objetos da caça, irá responder ao procedimento criminal em liberdade.

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