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Paulo da Pax tratora população, aprova o aumento do salário e sai rindo do povo

Paulo da Pax tratora população, aprova o aumento do salário e sai rindo do povo


Junto com ele, votaram a favor Robertão, Boca de Lata, Luiz do Sindicato, Paulinho Machado e Lourenço Vidraceiro.

Os gritos atrapalharam a votação, já que o presidente precisou pedir para que alguns vereadores repetissem o voto porque não conseguia ouvir. (Assessoria CMRRP)

Por Kleber Souza

Após "tratorar" a população de Ribas do Rio Pardo e conseguir, com 6 votos favoráveis, a aprovação do aumento salarial de 28% para todos os políticos com cargo no município, o vereador presidente fez questão de enfrentar a multidão presente e passou no meio com sorriso sarcástico de quem não está nem aí para o povo, principalmente seus eleitores.

Aliás, este foi seu comportamento durante todo o tempo da sessão. Ele sorria e ignorava toda a manifestação dos moradores presentes. O único comportamento sem comando porque, todos os presidentes que o antecederam conseguiam silêncio nas manifestações, já que é regimentalmente proibido falar enquanto os vereadores estão em sessão.

Mas, o compromisso obstinado de Paulo da Pax com a sangria dos cofres públicos e sua filosofia do “quanto mais melhor”, o fez ignorar o povo e aprovar o projeto sob os gritos de palavras de ordem da população.

Cartazes diziam "Reajuste não!", “28% Não!” “Queremos emprego, não queremos reajuste!”, “Deveria na verdade, reajustar a vergonha por este ato”, “Quem não fiscaliza, não pode ter aumento” “Reajuste é imoral para quem nada faz!”, “Quanta falta de empatia, se coloquem no lugar do povo!”, entre vários outros.

Junto com Paulo da Pax (PL), votaram a favor Robertão (MDB), Boca de Lata (PL), Luiz do Sindicato (PTB), Paulinho Machado (MDB) e Lourenço Vidraceiro (PL).

Paulo da Pax, como presidente da Câmara Municipal, poderia não ter colocado o projeto em votação, inclusive porque os moradores sofrem com os estragos do fenômeno climático ocorrido na cidade na última quinta-feira, dia 17, com casas destelhadas e outros estragos.

O vereador Anderson, usando do bom senso que lhe é peculiar, foi a tribuna e pediu a retirada do projeto da pauta de votação. Foi esfuzivamente aplaudido, mas a cumplicidade do presidente Paulo da Pax, com o prefeito Paulo Tucura, seus secretários municipais, e os vereadores da base aliada, o fez manter o projeto em votação e dar as costas aos interesses do povo.

Os protestantes fizeram o mesmo: viraram as costas e gritavam continuamente. Os gritos atrapalharam a votação, já que o presidente precisou pedir para que alguns vereadores repetissem o voto porque não conseguia ouvir.

Vereadores contrários ao projeto, vão avaliar se a sessão não deve ser anulada por este motivo, ou seja porque o presidente não teve controle de situação e os votos não ficaram registrados com a devida clareza nos anais da Casa Legislativa.

A irresponsabilidade do presidente e o seu desejo de ver o salários saltarem para todos os políticos de Ribas, desde os próprios vereadores e secretários, a prefeito e vice-prefeito, o fez ignorar a tudo e a todos. Ele abandonou completamente o próprio discurso que utilizou para conseguir votos e sentar no cadeia de vereador para agir contra seu próprio povo.

Junto com ele, votaram a favor Robertão (MDB), Boca de Lata (PL), Luiz do Sindicato (PTB), Paulinho Machado (MDB) e Lourenço Vidraceiro (PL).

Quatro vereadores votaram contra: Anderson Arry (Patriota), Nayara Pereira (PSB), Lucy Duarte (Patriota) e Fabiana Galvão (Patriota). A vereadora Sônia Passos, que poderia ter ajudado, não votou na primeira e nem na segunda votação, ficou omissa, sobre o assunto. Agora, o projeto vai para a sanção do prefeito, que, certamente, vai sancionar para virar lei.

O vereador Paulinho Machado reafirmou seu voto positivo e foi chamado de coronel da política, comparado ao ex-governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães, pela imprensa estadual. Foi vergonha em cima de vergonha para os vereadores de Ribas do Rio Pardo, mas a maioria não está preocupada com isso, acredita que o povo esquecerá até o ano que vem, quando haverá nova eleição.

O próprio presidente, principal responsável porque só ele poderia ter colocado o projeto em votação, saiu sorrindo com desaforo porque atravessou pelo meio do povo, um gesto arriscado e inconsequente recebido como deboche pelos manifestantes. Alguns foram, discretamente, contidos para não perder a cabeça, naquele momento.

Enfim, mais um capítulo vergonhoso da chamada "Casa das Trevas" de Ribas do Rio Pardo, município localizado ao lado leste da capital de Mato Grosso do Sul. O aumento vigora a partir de 2021.

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