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Moradora reclama de "pó vermelho" jogado pela Prefeitura nas ruas de Ribas do Rio Pardo

Moradora reclama de "pó vermelho" jogado pela Prefeitura nas ruas de Ribas do Rio Pardo

Internauta alerta para perigo de câncer decorrente da ação da Secretaria de Obras do município

Por Kleber Souza

Quem conhece Ribas do Rio Pardo, sabe de cor as implicações maléficas decorrentes da convivência com alguns resíduos que eram produzidos pela siderúrgica Vetorial, quando ainda funcionava. O pó preto de carvão, por exemplo, incomodava parte da população residente aos arredores da empresa.  As pedrinhas avermelhadas (finos de minério) também.

Mas, no caso da "importação" de servidores "estrangeiros" feita pelo prefeito "filho da terra", parece que ninguém avisou ou estão na política do quanto pior, melhor.

Isto porque, uma providência veementemente reprovada pela população, continua sendo praticada como ação governamental de manutenção das ruas: a colocação de finos de minério de ferro (pó) como forma de melhorar a condição de tráfego.

Assim, a gestão Paulo Tucura (MDB) leva um problema que se limitava a área legal da empresa, diretamente para as ruas, e conforme reclamação da moradora, para dentro das casas do riopardense.

O fino de minério oriundo de rochas, é conhecido como pó vermelho e a moradora da rua João Jacinto Garcia, no bairro Boa Vista, Dany Caroliny, usou seu Facebook para denunciar o erro da prefeitura.

Na sua postagem do dia 10 de dezembro, ela mostra as mãos cheias de pó vermelho e fala do transtorno causado pela ação da prefeitura.

Revoltada com a situação, a moradora soltou o verbo e recebeu apoio de outros moradores do bairro e também de outras regiões da cidade.

Veja a publicação:

"Sobre voltar pra casa após um dia de serviço: cadê o secretário de obras para explicar pq jogou essa MERDA na rua, aonde tá escrito que isso ajudou em alguma coisa? Acabou com as casas e com as donas de casa, então estão vendo a minha mão? meu balcão foi limpo hj e está essa imundice, não tem como manter a casa limpa, pq isso IMPREGNA em tudo, desde móveis a roupas no varal, até a minha cachorra está imunda disso, não tenho o prazer em ter a casa limpa por mais de 15min pois o pó após esse tempo já tomou conta de tudo.

ODEIO esse tipo de publicação apelativa, mas to cansadaaaaaa cadê o direito do cidadão? além de não ter rede de esgoto, não ter asfalto, agora ainda essa porcaria, sr prefeito , Sr secretário de obras , pq vcs não jogam isso na frente da casa de vcs? Pq quero ver aguentar um dia com essa sujeira , então se não pode ajudar com pelo menos cascalho,não atrapalhem tb ."

Moradora da mesma rua, Pryscila Alves, apoiou a reclamação de Dany e anunciou que está se mudando do local em função do problema. “Suas palavras são as minhas. Pura insatisfação. Vou até mudar daqui, não aguento mais...”, escreveu.  

Em comentário a respeito da postagem, a internauta Kátia Staggmeier, alertou para a possibilidade do pó vermelho causar câncer nas pessoas. “A longo prazo, os efeitos crônicos da inalação da poeira de ferro fundido podem gerar manchas no tórax dificultando a respiração. Há evidências do aumento da incidência de câncer no pulmão”.

O secretário de obras, Wilson Vergo, 

DANOS À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE

O geógrafo, Antônio de Oliveira Costa Júnior, explica que as formas residuais do processo industrial podem ser nocivas ao meio ambiente e também à saúde das pessoas. “Isso prejudica além da parte atmosférica, pelas partículas, como também pelo carregamento para os rios”.

Segundo Costa Júnior, mesmo estando anteriormente em maior concentração em apenas um local, o minério de ferro, já causou danos irreversíveis ao solo do município.  “Esse material contaminou quase todo nosso lençol freático”.

Tudo indica que o problema vem se agravando descontroladamente com a prática irresponsável da Prefeitura que, através da Secretaria de Obras, vem adotando a prática de pavimentar as ruas com o material.

O problema existe há muitos anos, mas não há providências definitivas para proteção a vida dos moradores riopardenses.

O QUE DIZ A PREFEITURA?

A reportagem entrou em contato, via WhatsApp, com o secretário de obras do município, Wilson Vergo Cardoso.  Ele visualizou as mensagens, mas não se pronunciou.

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