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Hospital Regional passa a atender só pacientes com encaminhamento

Hospital Regional passa a atender só pacientes com encaminhamento

Ideia é acabar com demanda espontânea de baixa complexidade

Acima da capacidade, PAM tem pacientes nos corredores constatemente - Foto: Bruno Henrique/Correio do Estado

Do Correio do Estado

A partir do dia 1/11, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) só atende pacientes que forem encaminhados de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) através da regulação. Ideia da direção do hospital é acabar com a demanda espontânea de pacientes que procuram a unidade para casos de baixa complexidade, que poderiam ser solucionados nos postos de saúde.

“São pacientes com 'vocação hospitalar', que já passaram por triagem em uma unidade e foi constatada a necessidade de se transferir para um hospital, pela complexidade do caso e buscando a resolução”, comentou o diretor-presidente do HR, Justiniano Vavas.

Atualmente os pacientes atendidos pelo Pronto Atendimento Médico (PAM) do HR são divididos em 80% de Campo Grande e 20% do interior do Estado. A direção não divulgou quantos são por demanda espontânea.

“Agora teremos uma 'equipe Sesau' aqui dentro que irá acolher o paciente que chegar. Ele será avaliado e se o caso não tiver necessidade de hospital, o paciente será orientado a ir a um posto de saúde. Esse mês de novembro já começamos e será uma espécie de adaptação”, disse o diretor-presidente, ressaltando que ainda deve se reunir com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, para acertar detalhes.

Em janeiro deste ano, conforme Vavas, já houve uma experiência de atender somente pela regulação, o que deu um resultado positivo e esperado. “Diminui o atendimento na porta, mas aumenta a gravidade dos casos, porque só vem os pacientes agravados pelos postos. Essa mudança auxilia no nosso orçamento também. Atendendo demanda espontânea não tem como prever compra de material, por isso falta também”, comentou.

Com 77 leitos atualmente, o PAM sempre atua acima da capacidade, de acordo com o diretor-presidente. Na manhã de hoje, por exemplo, os corredores estavam cheios de pacientes. Eram 93 pessoas em atendimento. “Mesmo com isso tudo, nunca recusamos atendimento e continuaremos assim. Se um paciente chegar precisando, vamos acolher”, finalizou Vavas.

“Estava na UPA e me encaminharam para cá. Não tenho nada que reclamar do atendimento. As pessoas criticam, mas o que falta é médico. O que tem atendem bem a gente. E se essa mudança for positiva e para melhorar, acho bom”, comentou Servulo Ricardo Ney, de 46 anos, que trata uma infecção na pele chamada Erispela.

De Ribas do Rio Pardo, o funileiro Márcio Aparecido da Silva, de 44 anos, veio transferido da cidade do interior para tratar trombose na perna direita. “Atendimento ótimo. Viemos porque lá não teria equipamentos e medicamentos que precisava. Já estou bem melhor”, comentou.

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