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Empresas são convidadas para iniciar obras de terraplanagem da fábrica de celulose em Ribas

Empresas são convidadas para iniciar obras de terraplanagem da fábrica de celulose em Ribas

Trabalho, que movimentará milhões de m³ de terra, deve ficar pronto em seis meses e fábrica de celulose de Ribas pode sair do papel

Por Gisele Berto e Ricardo Ojeda (Perfil News)

A cidadede Ribas do Rio Pardo (MS), que espera desde 2013 pela instalação de uma fábrica de celulose no local, deve ter novidades em curto espaço de tempo.

Segundo documentos obtidos com exclusividade pelo Perfil News, as empresas Tucumã, Construcap e Bueno Engenharia foram convidadas a apresentar propostas para o trabalho de terraplanagem na área da Fazenda Boi Preto, às margens da BR-262.

De acordo com o documento, no local será instalada uma "Nova Unidade Fabril".

O trabalho é grande: o contrato prevê volume de corte de 8.600.000 m3 e aterro de 7.200.000 m3. O prazo total da obra será de aproximadamente seis meses.

Segundo informações, o projeto da Nova Fábrica está pronto e, inclusive, já tem todas as licenças ambientais. Faltava um grupo investidor que assumisse a obra.

Uma fonte que pediu para não ser identificada confirmou que, nos últimos meses, mais de 60 mil hectares de terra foram comprados pela Bandeirantes Florestal, pertencente à Holding Corus. Foram adquiridas fazendas pertencentes a pecuaristas de Três Lagoas, Andradina, Ribas e outras cidades. Em apenas duas delas, a holding teria desembolsado R$ 600 milhões.

A TERRAPLANAGEM

Na lista de máquinas que ficarão à disposição estão 360 caminhões basculantes, 30 escavadeiras hidráulicas, 30 rolos compactadores e vários outros (veja lista).

O Secretário de Desenvolvimento de Ribas, Diógenes José Martins Marques, disse que não pode confirmar o início das obras, mas que o projeto já tem todas as licenças aprovadas e que, agora, só dependeria do empresário - ou do grupo que teria assumido o projeto.

Outra fonte procurada pelo jornal lembrou que "ninguém investiria um dinheiro desses para fazer terraplanagem se não fosse pra começar a obra logo", já que é um serviço que se deteriora rápido com o tempo.

A HISTÓRIA

Em 2014, quando o relatório de impacto ambiental foi feito, a empresa por trás do investimento seria a Celulose Rio Pardense e Energia – CRPE Holding S.A. No entanto, as obras não começaram.

Depois, um novo grupo, chamado Holding Corus, passou a tocar o projeto. A Holding é composta por várias empresas, entre elas a Bandeirante Florestal S.A.

Ribas do Rio Pardo possui o maior maciço florestal do Brasil, com 230 mil hectares de floresta, o que torna a cidade um ponto estratégico para o futuro empreendimento.

A Audiência Pública para avaliação de impacto ambiental da Fábrica foi realizada em 2014 e, desde então, as novidades sobre a implantação da fábrica eram mornas. Mas parece que, agora, finalmente o assunto voltou a esquentar.

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