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Dia dos avós: dicas para reduzir fronteiras e estreitar os vínculos afetivos durante o isolamento social

Dia dos avós: dicas para reduzir fronteiras e estreitar os vínculos afetivos durante o isolamento social


Coordenadora do curso de Psicologia da Uniderp dá dicas para auxiliar os idosos a superarem os desafios tecnológicos, criando momento divertidos e ajudando-os a lidar com a quarentena

Julho de 2020 - Segundo pesquisa da ONU (Organização das Nações Unidas), pela primeira vez o mundo tem mais avós do que netos pequenos. São 705 milhões de pessoas acima de 65 anos contra 680 milhões entre zero e quatro anos. Número simbólico neste mês de julho, quando se comemora o Dia dos Avós (26), data importante para reforçar os vínculos familiares e valorizar estas figuras que comumente exercem papel fundamental na formação dos netos. Neste ano, entretanto, as comemorações precisarão de uma dose extra de criatividade por conta da pandemia da covid-19 e da necessidade de isolamento social.

No Brasil, são mais de 30 milhões de idosos, conforme aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que representa 14,6% da população. De acordo com o PNAD Contínua TIC , 31,3% dos idosos com 60 anos ou mais acessaram a internet em 2017, sendo este o maior crescimento entre os grupos etários analisados pela pesquisa. Durante a quarentena, entretanto, este número pode ser muito maior, já que muitos avós estão se arriscando no mundo online para manter contato com a família e superar a distância causada pelo distanciamento social.

Para a coordenadora do curso de Psicologia da Uniderp, Gislene Pereira, o momento exige um olhar atento à saúde física e mental dos idosos, além de se tornar ainda mais importante a proximidade dos filhos e netos, mesmo que virtualmente. "Os recursos tecnológicos auxiliam na melhoria da qualidade de vida dos idosos, especialmente nesta ocasião, em que a interação digital ajuda a diminuir a distância física. Por isso, o apoio dos familiares é essencial, já que muitos podem se deparar com dificuldades de manuseio. É preciso ensiná-los a lidar com os equipamentos eletrônicos, com paciência e prática diária", destaca. "Visualizar a pessoa querida, mesmo sem contato presencial, proporciona emoções positivas muito benéficas, assim como o controle da ansiedade e pânico", orienta.

A coordenadora do curso de Psicologia da Uniderp, Gislene Pereira, destaca algumas dicas para comemorar o Dia dos Avós na quarentena, além de recomendações para apoiar os idosos que não possuem familiaridade com a tecnologia:

• É importante que todas as pessoas envolvidas na rotina dos idosos possam estruturar novas condições de contato. Vídeo chamadas diárias podem auxiliar no alívio do estresse e estreitar os vínculos afetivos;

• O uso da tecnologia no momento de pandemia é importante para estreitar laços e manter a saúde mental. Porém, é preciso destacar que nem todos os idosos têm familiaridade com esses recursos - é importante ensiná-los com paciência e atenção, pois eles aprendem por etapa. Pense que o processo de aprendizado pode ser um momento divertido entre netos e avós;

• Também é fundamental conversar com esses entes queridos, tirando dúvidas sobre a pandemia e explicando com detalhes e informações o momento que estamos vivendo. Os familiares precisam conduzir uma conversa, sempre reforçando que os dias sem contato físico são para o bem de todos;

• O contato constante dos avós ajuda no desenvolvimento dos netos e, para ambos, gera uma atenção genuína e de constante aprendizado. Neste momento, essa interação deve continuar com o uso dos recursos tecnológicos;

• E, por fim, a dica é usar a criatividade para avós e netos manterem a proximidade. Conversas por vídeo, jogos compartilhados e contação de histórias são caminhos. Além do convite para um almoço ou jantar, por exemplo, que também pode ser muito divertido se realizado virtualmente.

"Estabelecer uma nova rotina é a estratégia mais eficaz para lidar com o momento e manter a mente ativa e positiva nos idosos. O grupo de risco é responsabilidade de todos e com carinho e atenção podemos sim nos fazer presentes, afinal, é possível amar de longe", finaliza a professora.

Por Assessoria Kroton

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