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Despreparo de quem pede e falta de compromisso dos “novos eleitos” prejudicam o povo no caso “Sônia presa”

Despreparo de quem pede e falta de compromisso dos “novos eleitos” prejudicam o povo no caso “Sônia presa”

Os eleitores riopardenses elegeram, novos vereadores e agora terão motivos, em 2020, para não reeleger nenhum deles.

O requerimento foi feito pedindo apuração do “transporte ilegal de passageiros”, uma contravenção que nada tem a ver com crime eleitoral.

Por Kleber Souza

O requerimento que pediu providências da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo-MS, para punir a vereadora Sônia Passos, do PSDB, por ter sido presa em flagrante pela prática criminosa de transporte ilegal de eleitores, foi feito pedindo apuração do “transporte ilegal de passageiros”, uma contravenção que nada tem a ver com crime eleitoral.

O requerimento protocolizado em 1 de novembro de 2018, foi feito pelo PSD-Partido Social Democrático e assinado pelo seu presidente municipal, em Ribas, Sérgio Antônio Cassin, que é o suplente, caso a vereadora Sônia seja cassada por responder processo criminal.

Do outro lado, estão os vereadores da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo. Eles receberam o requerimento e, juridicamente orientados, logo viram dois erros: a utilização da palavra “passageiros” (ao contrário de eleitores) e o fato do requerimento ter sido apresentado por um Partido Político que não possui representante naquela casa de leis.

Pronto! Foi o suficiente para ignorar os novos tempos da política e nem sequer analisarem o requerimento. O corporativismo protecionista dos vereadores para com a nobre colega, que foi presa e responde processo por crime na sua própria cidade, falou mais alto do que o discurso utilizado para que fossem eleitos em 2016, ou seja, de que eram “novos vereadores” para novos tempos.

Eles foram eleitos após a Polícia ter efetuado a prisão de oito dos 11 vereadores da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, na operação realizada pelo GAECO que iniciou em 2013, para apurar a “farra das diárias”. O assunto foi matéria de repercussão nacional e envergonhou o município.

Por 7 votos a 0, a Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo (MS) rejeitou em 13 de novembro, o pedido de providências e punição. 

Os eleitores riopardenses elegeram, novos vereadores e agora terão motivos, em 2020, para não reeleger nenhum deles, afinal fizeram pior: preferiram abrigar uma vereadora presa em flagrante pela prática de um crime e estão todos “quietinhos”, acreditando que não vai dar em nada.

Eles acreditam que a população vai ficar quieta também. Mas, felizmente, há moradores indignados com a situação e o assunto ainda poderá dar muito “pano pra manga”.

ENTENDA O CASO

A vereadora Sônia Maria de Oliveira Passos (PSDB), conhecida como professora Sônia, foi presa em flagrante no dia 28 de outubro, segundo turno das eleições. De acordo com o delegado, ela infringiu o artigo 302 do Código Eleitoral e praticou crime que prevê prisão de 4 a 6 anos e pagamento de 200 a 300 dias-multa.

Sônia ficou três dias e duas noites, presa na Delegacia de Polícia da cidade e só foi recolocada em liberdade, após pagar fiança de R$ 28 mil. Ela teria sido a mentora da prática criminosa que também resultou na prisão do ex-prefeito Zé Cabelo. Ambos do PSDB.

ABSOLVIÇÃO POLÍTICA

Por 7 votos a 0, a Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo (MS) rejeitou em 13 de novembro, o pedido de providências e punição. 

A representação para verificar possível quebra de decoro parlamentar da vereadora do PSDB, foi protocolizada em 1 de novembro de 2018 pelo ex-vereador e presidente do Partido Social Democrático-PSD, Antônio Sérgio Cassin. O documento pedia, entre outros, o afastamento de maneira liminar da vereadora.

O julgamento dos vereadores é meramente político. Nada muda no que se refere ao andamento do processo na Justiça Eleitoral que, pode inclusive cassar os direitos políticos, e consequentemente o mandato da vereadora.

Veja o que disse a vereadora após ser 'absolvida':

 

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