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Justiça evita tentativa de vereadores exonerarem jornalista da Câmara de Ribas

Justiça evita tentativa de vereadores exonerarem jornalista da Câmara de Ribas

O processo está em andamento e o clima de trabalho entre os cinco vereadores e o jornalista, não é dos melhores.

A atuação do jornalista na Câmara de Ribas, desmistificou o pensamento retrógrado de que servidor bom, é servidor puxa-saco. (Foto: Rio Pardo News)

Por Kleber Souza do Rio Pardo News

Apenas a solicitação judicial de perícia em documentos, fez com que cinco vereadores de Ribas do Rio Pardo (MS), recuassem da tentativa de exonerar injustamente o jornalista concursado da própria instituição.

O resumo desta incrível história, do tipo que só acontece em Ribas, é o seguinte: Renaldo Souza, jornalista profissional e aprovado no concurso público para ser Analista de Comunicação da Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, está em estágio probatório, aquele período inicial de três anos, em que a estabilidade no cargo é menor e ele pode ser demitido, digamos com maior ‘facilidade’, a bem do serviço público.

Vereador Paulinho assinou suposta insubordinação de Renaldo.  

E os vereadores "ordenaram" a ele que trabalhasse para a transmissão de um evento da Prefeitura de Ribas, realizado após a sessão extraordinária da Câmara, na noite de terça-feira, dia 17 de janeiro.

Como já tinha trabalhado para a Câmara, serviço para o qual foi contratado, Renaldo não poderia ficar até tarde naquela noite e não atendeu a "ordem" dos vereadores.

Surpreendentemente e sem qualquer tipo de diálogo com o servidor, o presidente da Câmara, Paulo da Pax, abriu um processo administrativo mais de um mês depois do evento e afastou Renaldo de suas funções 'do dia para a noite'.

Além disso, maquiavelicamente, sabendo que um fato isolado não bastaria para concretizar a vontade de exonerar o jornalista, Fabiana Galvão, Paulinho Machado e Lourenço ajudaram Paulo da Pax agindo no sentido de 'fabricar' outras duas situações, com documentos totalmente fora dos padrões da Câmara e que Renaldo alega nunca ter visto, muito menos assinado. Bastou um pedido de perícia que, 'coincidentemente', os vereadores resolveram retirar as acusações, evitando que a Justiça analisasse os papeis.

Fabiana Galvão assinou documento de suposta insubordinação de Renaldo.

Inúmeros fatos contaminam o Processo Administrativo contra Renaldo, que ainda teve o vereador Boca de Lata se inscrevendo para honrar o grupo da base e testemunhar contra o servidor. Em mais uma daquelas situações que só se vê aqui em Ribas, a comissão que puniu Renaldo com uma advertência foi presidida pela esposa do procurador da Câmara, o advogado Jorge dos Santos, que foi o responsável por sustentar a acusação.

Boca de Lata se voluntariou para testemunhar contra o jornalista.

Mesmo assim, o processo está em andamento e o clima de trabalho entre os cinco vereadores que compõem a base do prefeito, e o jornalista, não é dos melhores.

Falta o desfecho final desta situação. Eleitores dos cinco vereadores de Ribas, estão impressionados com a maneira que tratam a imprensa dentro da própria Casa de Leis. "Imaginem a imprensa de fora, então ..." , comentou eleitor desapontado com os novatos eleitos.

 

O jornalista Renaldo Souza já se considera riopardense. (Arquivo pessoal) 

QUEM É RENALDO? O QUE ELE FAZ?

Renaldo Cardozo de Souza, tem 30 anos e é o único dos 17 servidores concursados da Câmara que veio de fora do estado de Mato Grosso do Sul. Ex-servidor público da Prefeitura de Itaboraí (RJ).

Em menos de um ano, conquistou a simpatia dos riopardenses e já é conhecido por muitos como “Carioca”.

O jeito extrovertido e comunicativo, não rendeu frutos para Renaldo somente na vida social. Seu trabalho na Câmara de Ribas do Rio Pardo, desmistificou o pensamento retrógrado de que servidor bom, é servidor puxa-saco.

É fácil de notar as intervenções providenciais feitas por ele. Renaldo conseguiu em pouco tempo, implantar diversas medidas de transparência sem gastar um centavo do dinheiro público, como transmissão ao vivo das sessões por áudio e vídeo.

Recentemente, uma emissora local de rádio chegou a cobrar R$ 2 mil para transmitir uma única sessão ordinária. Mandando às favas o interesse público.

Também ganhou destaque, o levantamento semestral de todas as proposições apresentadas por cada vereador e a disponibilização da pauta (matérias na íntegra antes da sessão) para que a população pudesse ter conhecimento e acompanhar o que for votado.

Serviços esses interrompidos durante os quase 60 dias que o servidor ficou, injustamente, afastado do trabalho.

O processo está em andamento e o clima de trabalho entre os cinco vereadores e o jornalista, não é dos melhores. (Foto Rio Pardo News)
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