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Senadores de MS gastaram R$ 2 milhões com salários, aluguel e combustível

Senadores de MS gastaram R$ 2 milhões com salários, aluguel e combustível


Gastos de 2020 englobam custo com gabinete, passagem, hospedagem, comissionados, entre outros

Por Clodoaldo Silva/Correio do Estado

Os três senadores sul-mato-grossenses custaram aos cofres públicos R$ 2,207 milhões no ano passado, considerando despesas com cota parlamentar (despesas para cumprirem o mandato), despesas extras e subsídios que recebem, além de terem à disposição 106 servidores comissionados.

O senador que mais usou os recursos foi Nelson Trad Filho (PSD), com R$ 467,4 mil gastos, seguido por Soraya Thronicke (PSL), com R$ 254,7 mil, e Simone Tebet (MDB), com o menor gasto, R$ 168,9 mil, de acordo com o portal Transparência do Senado Federal.

Comissionados

Além de serem ressarcidos pelas despesas para cumprir o mandato, os senadores têm direito a contratar servidores comissionados (de livre nomeação), com salários que variam de R$ 2.249,00 a R$ 23 mil. Ao todo, são 106 servidores comissionados e quatro efetivos (aprovados em concurso do Senado Federal).

Trad Filho é o que tem mais contratados: são 65 servidores comissionados, sendo 33 no gabinete em Brasília e 32 no escritório de apoio no Estado. Em seguida vem Soraya Thronicke, com 22 comissionados, quatro no Estado. 

Simone Tebet é a que tem menos servidores: são 19 comissionados, com cinco trabalhando no escritório de apoio em MS.

De acordo com o portal Transparência, Tebet gastou R$ 119,3 mil com aluguel de imóveis para escritório político (R$ 78,5 mil), material de consumo (R$ 8,4 mil), locomoção, hospedagem, alimentação e combustível (R$ 8,045 mil) e contratação de serviços de apoio parlamentar (R$ 22,5 mil). 

Além disso, teve despesas diversas de R$ 3,082 mil e de R$ 46,549 mil com postagens de cartas e encomendas. Ao todo, Tebet gastou R$ 168,9 mil.

Soraya Thronicke usou R$ 254,7 mil da cota parlamentar, sendo R$ 65,6 mil com aluguel de imóvel para escritório político, R$ 21,8 mil com material de consumo, R$ 41,7 mil com locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis, R$ 60,8 mil com serviços de apoio parlamentar, R$ 24,2 mil com divulgação da atividade parlamentar e R$ 32,9 mil com passagens. 

Também gastou R$ 1,1 mil com materiais diversos, R$ 1,2 mil com os Correios e R$ 4,9 mil com passagens para evento internacional em que representou o Senado Federal.

Gastos

O campeão de gastos foi Nelson Trad Filho. Ao todo, foram R$ 467,4 mil. Deste total, R$ 27,4 mil são referentes a passagens compradas pelo Senado quando ele representou a Casa. 

Tem ainda as diárias, que totalizaram R$ 34,7 mil. Outras despesas foram com compra de materiais diversos (R$ 2,2 mil) e Correios (R$ 11,8 mil).

Da cota parlamentar, o senador usou R$ 391 mil. O maior valor foi com serviços de apoio parlamentar, que totalizaram R$ 310,3 mil, dos quais R$ 309,7 mil foram para Home Mix Produção e Assessoria em Radiodifusão S/S LTDA, por serviço de assessoria de marketing digital e audiovisual. 

Outros gastos foram: R$ 17 mil em passagens aéreas; R$ 59,1 mil com aluguel de imóvel para escritório político; R$ 3,6 mil em material de consumo; R$ 589,09 em locomoção, hospedagem, alimentação e combustíveis; e R$ 200 em divulgação da atividade parlamentar.

Somados esses valores, que chegam a R$ 891,1 mil, aos subsídios (equivalente ao salário) que receberam durante todo o ano, R$ 438,9 mil cada um, em 2020 os senadores sul-mato-grossenses usaram R$ 2.207.883,00 dos cofres públicos para manterem seus mandatos.

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