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Amor materno: filhas procuram por mãe que não veem há 20 anos

Amor materno: filhas procuram por mãe que não veem há 20 anos


Bruna e Letícia guardam com muito cuidado as poucas fotos que possuem de Valdirene.

Esperançosa, Bruna mostra no portão de casa a foto da mãe.

Mesmo sem notícias há mais de 20 anos, as filhas Bruna e Letícia, hoje também mães, mantém viva a esperança de um dia poderem reverem a mãe Valdirene Lúcia dos Santos.

As irmãs buscam qualquer tipo de informação que possa ajudar restabelecer contato ou até encontrar a mãe que hoje também é avó.

Nascida em 22 de maio de 1977, Valdirene mudou-se de Ribas do Rio Pardo para Paranaíba (MS) em meados de 2000, levando juntos suas filhas. Na época, Bruna tinha 4 anos e Letícia 3 anos de idade.

Valdirene teria ficado poucos dias em Paranaíba, depois retornado a Ribas do Rio Pardo quando deixou as duas filhas com os bisavós que repassaram a responsabilidade Brandelina Fernandes e Tião da Viola, avós paternos de Bruna e Letícia.

Depois de alguns anos, os avós das meninas foram informados que Valdirene já não morava mais em Paranaíba. “Lá ela disse que viria pra cá. Aqui ele disse que iria pra lá”, conta Bruna com olha esperançoso.

Bruna,vconta que tem poucas lembranças de sua mãe, pois conviveu com ela somente até os 4 anos, e que tem poucas informações do motivo que ela foi embora e nunca mais voltou. “A gente sempre teve curiosidade pra saber o que aconteceu. Nenhum de nossos parentes sabem o que aconteceu. Agora em outubro fazem 20 anos”.

Bruna e Letícia no Córrego Engano, mesmo local onde a mãe tomava banho.

Valdirene perdeu a mãe no parto e foi criada por sua tia, identificada apenas como Antônia. O pai de Valdirene, teria se mudado para Alto Araguaia (MT) logo após o nascimento da filha. “Falam que minha mãe tem a mesma aparência minha. Falam que é um pouco mais morena que eu e o cabelo um pouco mais enrolado. Mas a aparência é a mesma”, detalha Bruna.

Bruna contou que existe muito sentimento envolvido e que depois que se tornou mãe, aumentou a vontade de poder conhecer a mãe de verdade. “Ninguém sabe dizer o real motivo disso, a gente quer saber. Eu sou mãe, a minha irmã é mãe também. A gente nunca teve mágoas dela, nunca culpamos ela por nada. Sempre ficamos na esperança de um dia ela aparecer e contar pra gente o que aconteceu”.

Mesmo sem conhecer a mãe, movidas pelo amor materno, Bruna e Letícia guardam com muito cuidado as poucas fotos que possuem de Valdirene. Para elas o carinho pela mãe é algo inexplicável. Hoje Bruna tem 23 anos e mora em Ribas do Rio Pardo. Já Leticia, tem 22 anos e reside em Campo Grande (MS). 

Com brilhos nos olhos, Bruna se mostra emocionada só de imaginar esse reencontro. “De início seria um choque, mas depois acredito que será a melhor coisa que eu poderia ter ido atrás. Tenho certeza que ela tem muitas coisas pra me contar”.

Diante de toda essa história de vida, Bruna e Letícia, esperam contar com a ajuda de todos para este emocionante reencontro.

Aqueles que souberem quaisquer informações a respeito do paradeiro de Valdirene, podem entrar em contato pelos telefones (67) 99679-8190 ou (67) 98411-3903.

A avó Brandelina (vermelho), a mãe Valdirene (centro) e a tia/madrinha Angela se refrescavam nas águas do Engano. (Arquivo Pessoal)
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